terça-feira, 28 de junho de 2011

VIVA! O TEATRO MUNICIPAL VOLTOU...

Após passar três anos fechado, o Teatro Municipal de São Paulo, localizado na praça Ramos, reabriu suas portas para o público, no último dia 12 de junho.

O espaço recebeu a tão merecida reforma, que pode ser notada já na fachada, de inspiração renascentista. Todo o seu entorno está limpo e sem pichações, devido à recente pintura.

As paredes do hall de entrada foram recobertas com a mesma técnica usada na época da construção do prédio, que começou em 1903 e terminou em 1911. Esse trabalho é minucioso, já que é feito à mão, com pena e esponja. O efeito é bem parecido com o mármore.

No salão nobre, você verá as pinturas no teto, do brasileiro Oscar Pereira da Silva. Perceba os detalhes folheados a ouro, os espelhos, as molduras de latão belga e os vitrais alemães, que exigiram cuidados especiais.

Um pouco de história

O local escolhido para a construção do Teatro Municipal de São Paulo era chamado Morro do Chá, que já abrigava o Novo Teatro São José, destruído por um incêndio.

Com o peso das exigências da elite paulista, o então prefeito Antônio da Silva Prado (primeiro prefeito da cidade de São Paulo, que exerceu o cargo durante 12 anos), levou o projeto de Cláudio Rossi e os desenhos de Domiziano Rossi ao Escritório Técnico de Ramos de Azevedo, que deu início às obras.

A manifestação arquitetônica é a eclética, em voga na Europa desde a segunda metade do século XIX. Isso porque são combinadas as características do Barroco do setecentos, Renascentista e Art Nouveau, o estilo da época.

A inauguração estava marcada para 11 de setembro, mas foi realizada dia 12, em função do atraso dos cenários da companhia do barítono italiano Titta Ruffo, que vinha de turnê pela Argentina.

Naquela noite, houve uma grande aglomeração de pessoas em volta do teatro, muitas admiradas pela iluminação com energia elétrica no seu interior e entorno. A abertura contou com um trecho da ópera “O Guarani”, de Antônio Carlos Gomes, por conta da pressão da crítica paulistana, que considerava necessária a exibição de uma obra brasileira.

Em seguida, aconteceu a encenação da ópera “Hamlet”, de Ambroise Thomas, com Titta Ruffo no papel principal. Sua companhia apresentou outras óperas durante a primeira temporada.

O Teatro Municipal é um dos mais importantes teatros da cidade e um dos cartões postais da capital paulista. É valorizado o seu estilo arquitetônico, semelhante aos dos mais importantes teatros do mundo, claramente inspirado na Ópera de Paris.

O espaço tem grande importância histórica, já que foi palco da Semana de Arte Moderna de 1922, o marco inicial do Modernismo no Brasil, além de ter recebido grandes celebridades como Fairuz, Maria Callas, Heitor Villa-Lobos, Cacilda Becker, Enrico Caruso, Bidu Sayão, Tito Schipa, Arturo Toscanini, Procópio Ferreira, Vivien Leigh, Márcia Haydée e os bailarinos Mikhail Baryshnikov, Anna Pavlova e Isadora Duncan, entre tantos outros.

Inicialmente, ele foi construído para atender o desejo da nata paulista da época, que queria uma cidade à altura dos grande centros culturais, assim como para promover a ópera e o concerto, hábitos trazidos pela côrte portuguesa.

Hoje, ele abriga a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, a Orquestra Experimental de Repertório, os Corais Lírico e Paulistano e o Ballet da Cidade de São Paulo.

Agora que você já sabe um pouco sobre o Teatro Municipal de São Paulo, clique neste link e veja programação completa, que vai até o final deste ano: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/theatromunicipal/programacao/index.php?p=5813

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Depois de protagonizar a peça “A Alma Boa de Setsuan”, montada no ano passado, a atriz Denise Fraga volta ao Teatro Tuca, no bairro de Perdizes, em São Paulo, para encenar “Sem Pensar”, do original “Spur of the Moment”.

Inédito no Brasil, o espetáculo estreou em 13 de maio, colecionando aplausos. Nele, Denise veste Vicky, uma mãe antes dedicada e, agora, absorta pela crise de seu casamento com Nick, vivido pelo ator Kiko Marques.

“Sem Pensar” fala sobre relações familiares, sobretudo do ponto de vista de uma pré-adolescente, chamada Delilah. A personagem toma emprestados o corpo e a voz da jovem talentosa atriz Julia Novaes, de 22 anos.

Julia diz que para viver Delilah, às vésperas de completar 13 anos, fez um retrocesso cronológico. “Eu voltei à fase de menina, meus pais também me ajudaram e, além disso, vi filmes e seriados focados nesta faixa etária. Ainda fiquei atenta às expressões corporais de garotas dessa idade, por onde eu passava”, revela.

Mola propulsora de todo o percurso da obra, a garota apaixona-se por Daniel (Kauê Telloli), um rapaz de 21 anos, e coloca em prática seus sentimentos e, claro, oferece grande energia para o movimento da trama.

A história discute moral, traição, infidelidade, amizade e crises em relacionamentos românticos e amigáveis. As junções das personagens, interpretações, texto, cenário, luz, trilha sonora e direção resultam em um espetáculo dinâmico e bem integrado.

Apesar de definido pela autora, de 17 anos, Anya Reiss, como drama, o texto aqui é encenado com muita graça. Provavelmente por conta do humor peculiar da consagrada Denise Fraga.

A atriz transita confiante pelo palco, dominando as expressões e falas de sua personagem, como se estive em sua própria casa. Nesta montagem, brilha também Julia Novaes, que sustenta com tranqüilidade as peripécias de Delilah.

A garota sonha com seu primeiro caso de amor, tendo Daniel como objeto. Ele aluga um quarto em sua casa, já que Nick, o pai da mocinha, está desempregado.

Imersos a constantes brigas, Vicky e Nick não percebem o que acontece com a filha pré-adolescente, a voltas de suas descobertas, envolvendo a sexualidade. O conflito aumenta com a visita de Carol (Virgínia Buckowski), namorada de Daniel. Está formado um vaudeville dramático e cômico ao mesmo tempo.

“Quando vimos Sem Pensar em Londres saímos do teatro em alvoroço. Entre risos, silêncios e reações verbais da plateia, o texto da jovem inglesa Anya Reiss era mesmo de tirar o fôlego e fazia juz a tudo que a imprensa londrina andava falando sobre ele”, conta o diretor e marido de Denise Luiz Villaça.

Para ele, “o ritmo de sua escrita cria uma cadência alucinada para questões absolutamente reconhecíveis do dia a dia familiar, nos fazendo ver o quanto risíveis e absurdos podemos ser em nossa cegueira cotidiana”.

Denise diz que não detecta o que lhe cativou na peça. “Não sei exatamente, mas fascinação pela comédia dramática. Acho que quando o teatro nos faz rir de nossas emoções e paixões, nos ajuda a compreendê-las melhor”.

“Saímos da apresentação pensando em como somos ridículos, como poderíamos resolver melhor as charadas que a vida nos propõe. Divertir para fazer refletir, eis o que me encanta como atriz”, completa ela.

O elenco se completa com mais três jovens iniciantes que participaram de workshops e intensa preparação. Elas são as amigas de Delilah e apimentam os conflitos no “sobe e desce” de um cenário que alude a um sobrado. Ana G é interpretada por Isabel Wolfenson, Natalia por Verônica Sarno e Ana M é Paula Ravache.

Serviço
“Sem Pensar”
Teatro Tuca (672 lugares), 100 minutos, 10 anos
Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes
Vendas pelo www.ingressorapido.com.br e telefone: 4003.1212
Bilheteria: terças a quintas das 14h às 20h; sexta a domingo das 14h até o início do espetáculo.
Aceita dinheiro e cartões de débito. Cartões de crédito somente por telefone ou internet.
Estacionamento – Rua Monte Alegre, 835
Sexta e Sábado, às 21h30. Domingo, às 19h.
Sexta, R$ 40 – Sábado, R$ 60 – Domingo, R$ 40
Estudante paga meia-entrada em todas as sessões.

De 13 de maio a 31 de julho.

Ficha Técnica
Texto: Anya Reiss
Tradução: Rodrigo Haddad
Direção Geral: Luiz Villaça

Elenco
Vicky – Denise Fraga
Nick – Kiko Marques
Delilah – Julia Novaes
Daniel – Kauê Telloli
Carol – Ana Cândida
Ana G – Isabel Wolfenson
Natalia – Verônica Sarno
Ana M – Paula Ravache

Assistente de Direção: Maristela Chelala
Cenografia: Valdy Lopes Jn
Figurinos: Cássio Brasil
Iluminação: Lito Mendes da Rocha
Trilha Sonora: Théo Werneck
Visagismo: Simone Batata
Direção de Produção: José Maria
Produção e Realização: Nia Teatro

quarta-feira, 1 de junho de 2011

CCBB SÃO PAULO TRAZ ODETE LARA E HITCHCOCK

O CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil São Paulo), neste mês de junho, oferece, entre outras, duas ótimas oportunidades. A primeira diz respeito ao cinema nacional e traz 16 filmes da atriz consagrada Odete Lara.

Ela é ícone do cinema nacional. Atuou em 32 filmes realizados por diretores renomados como Glauber Rocha, Anselmo Duarte, Nelson Pereira dos Santos, Walter Hugo Khouri e Bruno Barreto, entre outros.


Reclusa das telonas, há quase 35 anos, essa grande estrela do cinema nacional das décadas de 1960 e 1970 já foi definida pela crítica como “a face do cinema brasileiro”.


Se você não conhece o trabalho de Odete Lara, aproveite a oportunidade. Se já conhece, eis a hora de recordá-lo. Entre os títulos que serão exibidos, até o dia 12 de junho, no CCBB, estão os clássicos “Boca de Ouro”, “Copacabana me Engana, “Bonitinha, mas Ordinária” e “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro”.


Serviço:
Odete Lara
De 1 a 12 de junho
Quarta a domingo, consulte a programação
Rua Álvares Penteado, 151
Entrada: R$ 4,00 e R$ 2,00 (meia-entrada) Clientes BB, estudantes, professores
da rede pública e maiores de 60 anos pagam meia-entrada.
É indispensável a apresentação de documento que comprove o
direito à meia-entrada.
Bilheteria de terça a domingo, das 10 às 20h
Tels.: 11 – 3113-3651/ 52

Programação:
http://www.bb.com.br/portalbb/page512,128,10163,1,0,1,1.bb?codigoNoticia=29664

Consulte, abaixo, as sinopses dos filmes a serem apresentados:
http://www.odetelaraatrizdecinema.com.br/fichas-tecnicas.html

Hitchcock

A outra homenagem pertinente à sétima arte vai para o mestre do suspense, Alfred Hitchcock. Seus fãs, admiradores ou interessados poderão assistir a uma retrospectiva completa, entre os dias 15 de junho a 24 de julho.

O conteúdo é extenso e promete um grande número de informação sobre o cineasta. A agenda reúne 54 longas, dois curtas e dois filmes complementares, além de todos os trabalhos que ele fez para a televisão, somando 127 episódios em séries de suspense.

A mostra também oferece ao público um curso de 12 aulas, masterclass, debate e exibição de filme mudo com sonorização ao vivo.

Serviço:
Alfred Hitchcock
De 15 de junho a 24 de julho
Quarta a domingo, veja programação
Rua Álvares Penteado, 151
R$ 4,00 e R$ 2,00 (meia-entrada) Clientes BB, estudantes, professores
da rede pública e maiores de 60 anos pagam meia-entrada.
É indispensável a apresentação de documento que comprove o
direito à meia-entrada.
Bilheteria de terça a domingo, das 10 às 20h
Tels: 11 – 3113-3651/ 52

Programação:
http://www.bb.com.br/portalbb/page512,128,10163,1,0,1,1.bb?codigoNoticia=29651

Portanto, esses são apenas dois destaques da agenda do CCBB SP do mês junho. Porém, você pode acessar o link http://www.bb.com.br/portalbb/page508,128,10168,0,0,1,1.bb?&codigoMenu=9904 e ficar por dentro de toda a programação.

Bom divertimento e muito grata pelo acesso!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

"Terra Provisória" leva Rilke ao Sesc Consolação

Você tem apenas quatro dias para entrar em contato com parte da riquíssima obra do poeta Rainer Maria Rilke. Nascido em Praga, em 4 de dezembro de 1875, ele é considerado um dos mais importantes poetas modernos da literatura em língua alemã. Sua obra é considerada inovadora, com incomparável estilo lírico.

Portanto, aproveite e organize a sua agenda entre os dias 30 e 31 de maio e 06 e 07 de junho, já que após essas apresentações os atores Mariana Rattes e Victor Placa encerrarão o espetáculo “Terra Provisória”, apresentado no Sesc Consolação.

A peça faz parte do projeto Primeiro Sinal, do Sesc (Serviço Social do Comércio), que abre espaço para primeiras produções de artistas em suas diversas formas de manifestações.

“Terra Provisória” apresenta um rico texto, tendo como origem uma minuciosa seleção do universo poético de Rilke. A montagem, criada pelo Grupo Cirandas, está bem representada pelos jovens atores Mariana e Victor, que exibem voz, expressão corporal e intimidade com o palco à altura da obra.

É o primeiro trabalho do grupo, que teve como base as obras: “Cartas a um jovem poeta”, “Elegias de Duíno”, “Cartas do poeta sobre a vida”, “Cadernos de Malte Laurids Brigge” e sua biografia.

“A partir desses estudos, nos apropriamos daquilo que poderia ser extrato para essa criação. Pegamos o discurso de Rilke sobre a vida e elucidações sobre convenções sociais estabelecidas”, conta os atores.

Eles contam que o processo de construção do espetáculo exigiu um mergulho no universo de Rilke, não somente com as leituras como também por meio de workshops, partituras e instalações, considerando, inclusive suas histórias de vidas.

“Esses materiais foram organizados em compêndios e a partir deles criamos roteiros de improvisação e a dramaturgia, que é escrita por nós mesmos, após as improvisações cênicas”.

O cenário é composto por um chão cercado de farinha, apenas. Nele os atores dançam, desenham e se locomovem de maneira criativa e espontânea. Ora crianças ora adultos, eles vão conquistando a plateia com graça e interação.

A cada gesto e fala, constrói-se um mundo lúdico que, ao mesmo tempo, possui forte identificação com sentimentos e situações reais, experenciadas pela humanidade.

Outro aspecto é a sutileza com que os personagens apresentam a maneira diferenciada do poeta enxergar a natureza humana e a efemeridade de sua existência, lançando-nos a um vazio fértil e reflexivo.

Fragmentada, a história aborda a infância, a solidão, o amor e a morte. Apresentada no formato teatro dançado é notável a sincronicidade entre gestos, movimentos e palavras.

Você pode assistir à peça no Espaço Beta, do Sesc Consolação. No formato arena, ele está localizado no terceiro andar, porém, antes, vá ao primeiro piso e compre seus ingressos. Abaixo o link para o Portal, bom espetáculo!

http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=193643

Serviço
“Terra Provisória”, 50 min., 14 anos
Sesc Consolação
Rua Dr. Vila Nova, 245 – Consolação – 11-3234-3000, metrô Santa Cecília
Espaço Beta – 3º andar.
Dia(s) 16/05, 17/05, 23/05, 24/05, 30/05, 31/05, 06/06 e 07/06
Segundas e terças, às 21 horas



R$ 10 (inteira) - R$ 5 (usuário matriculado no Sesc e dependentes, + 60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante). R$ 2,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes)

Ficha técnica
Direção e concepção corporal - Fabiano Benigno
Atores-criadores - Mariana Rattes e Victor Placca
Músico e compositor - Helder da Rocha
Dramaturgia - Grupo Cirandas, inspirado em Rainer Maria Rilke
Aula de música e acess. de dramaturgia - Camilo Schaden
Figurinos - Aurea Teixeira
Iluminação - Denilson Marques e Fabiano Benigno
Projeto gráfico - Ângela Ribeiro
Audiovisual - Luís Altiere
Fotografia - Adriane Lopes

quarta-feira, 25 de maio de 2011

“Tango, Bolero e Cha Cha Cha” até julho no Frei Caneca

É único ver o ator Edwin Luisi, aos 64 anos, com tanta energia e fulgor interpretando uma “mulher”, na montagem “Tango, Bolero e Cha Cha Cha”.


Na narrativa, ele vive a transexual Lana Lee, uma artista charmosa, bonita e muito bem-humorada. O ator, continuamente em cena, comprova talento e excelente preparo físico, que permitem tão bem viver a personagem.

Cheio de trejeitos engraçados e domínio de expressões caricatas que compõem a personagem, ele arranca muitos risos da plateia.

A primeira produção desse espetáculo foi há 10 anos e rendeu a Luisi os prêmios Shell, APCA, Mambembe, Quality Brasil e Governador do Estado RJ.

O motivo para voltar ao tablado com “Tango, Bolero e Cha Cha Cha”, depois de uma década, é a comemoração dos 40 anos de sua carreira artística.

São quase duas horas correndo e pulando sobre salto quinze, usando peruca e vestido, sem perder a feminilidade e equilíbrio, um só momento.

Com direção de Bibi Ferreira, a peça estreou no último dia 1º de abril e está em cartaz no Teatro Shopping Frei Caneca até 17 de julho. Antes, passou pela capital carioca, onde permaneceu por um ano.

Lana Lee, um dia, chamou-se Daniel. Casado com Clarice (xxCris Nicolotti) e pai de Dênis (Johnny Massaro), ele resolveu sair do Brasil e viver na França, como a melhor possibilidade para assumir a sua transexualidade.

Dez anos depois de abandonar repentinamente a família, ele retorna ao lar para explicar o seu desaparecimento e apresentar o marido, Peter (Carlos Bonow), com quem vive na Europa.
Em uma sequência de mal entendidos, que constroem uma teia de divertidas situações, muito bem respaldadas pela engraçadíssima empregada Genevra (Carolina Loback), o filho e sua ex-mulher vão retirando o véu e conhecendo a nova identidade de Daniel.


“É uma comédia elegante, como eu gosto de fazer, com humor tipicamente brasileiro”, diz Edwin, que usa quatro meias nas pernas para ficarem torneadas. “E para formar uma cintura, eu uso um espartilho.

O aquariano, nascido na capital paulista, revela que já está se preparando para a aposentadoria. Mas, enquanto isso não acontece, ele também pode ser visto na novela “Rebelde”, da Rede Record.


Serviço:
Tango, Bolero e Cha Cha Cha, 95 minutos, 14 anos.
Teatro Shopping Frei Caneca (600 lugares)
Rua Frei Caneca, 569 – 6º andar – Consolação
Informações: (11) 3472-2229/ 2230
Bilheteria: Terça a domingo, das 13h às 19h. Em dias de espetáculo, até o início da apresentação.
Aceita os cartões de crédito Visa, Mastercard, Dinners e Amex. Débito: Redeshop e Visa Electron
Vendas pelo http://www.ingressorapido.com.br/ e telefone: 4003-1212
www.tangoboleroechachacha.com.br Twitter: @TangoBoleroCha
Sexta, às 21h30, sábado, às 21h, e domingo, às 18h.
Ingressos: Sexta e Domingo – R$ 70 / Sábado – R$ 80
De 1º de abril a 17 de julho de 2011.

Ficha Técnica

Texto: Eloy Araújo
Direção: Bibi Ferreira
Elenco: Edwin Luisi, Johnny Massaro, Carolina Loback, e Carlos Bonow.
Trilha Sonora: Andrea Zeni
Iluminação: Paulo Cézar Medeiros
Cenário: Frederico Reder
Figurino: Marcelo Marques

"Água para Elefantes" continua em cartaz

“Water for elephants”, na versão em português “Água para elefantes”, publicado em 2006, nos Estados Unidos, é o terceiro livro da escritora canadense Sara Gruen.

Traduzido para 44 línguas, desde então, a obra tornou-se um best seller, com mais de 4 milhões de cópias vendidas em todo o mundo.

Fenômeno do boca a boca, o sucesso impresso passou a ocupar a mira dos produtores cinematográficos Gil Netter, Erwin Stoff e Andrew Tennenbaum e, em 2010, a obra foi roteirizada e filmada.

No Brasil, a produção estreou dia 29 de abril, sete dias depois da primeira exibição estadunidense. O filme é leve, não exige grandes reflexões, porém aborda um tema que sempre atrai olhares atentos e nunca deverá sair de moda: o amor. Amor pelos animais, amor entre amigos e, claro, o amor romântico.

O figurino, criado por Jacqueline West, merece destaque. As roupas de Marlena (Reese Witherspoon, vencedora, em 2006, do Oscar de Melhor Atriz, no filme “Johnny & June”) foram inspiradas em divas dos anos 30, como Jean Harlow, Constance Bennett e Greta Garbo.

A figurinista recebeu duas indicações à estatueta. Em 2009, pelo seu trabalho no “O Curioso Caso de Benjamin Button” e pelo “Os Contos Proibidos do Marquês de Sade” (2010).

Com apenas alguns momentos tensos, como na cena em que Rosie, uma elefanta, aparentemente indomável, apanha do treinador e dono do circo, August, muito bem interpretado pelo ator Cristoph Waltz (“Bastardos Inglórios”), “Água para elefantes” é leve e cativante.

Tudo começa quando Jacob Jan­kowski (o galã teen Robert Pattinson, da série Crepúsculo), aos 23 anos, estudante de veterinária, recebe a notícia sobre a morte de seus pais, devido a um acidente de carro. Órfão, sem dinheiro e sem casa, ele deixa a faculdade, antes de prestar os exames finais, e vira, por poucos minutos, um andarilho.

Logo, ao ver um trem em movimento, o jovem pula para dentro de um vagão e, ao amanhecer, descobre que entrou no veículo férreo do circo Irmãos Benzini, o Maior Espetáculo da Terra.

Admitido para cuidar dos animais, Jacob sofre nas mãos de August, que hora é um homem gentil e encantador, ora é um empresário circense descompensado, tirano e, muitas vezes, odiado.

E é sob as lonas dos Irmãos Benzini, que o sensível aspirante a veterinário apaixona-se pela charmosa e também amante dos animais, Marlena. Ele, ainda, sente um amor profundo por Rosie, a elefanta, que se torna a salvação do picadeiro em decadência. O animal, ao contrário do título, adora uísque. Com a tromba, leva baldes e baldes da bebida a sua boca.

Com um roteiro envolvente, apesar de previsível, o suave drama “Água para elefantes” mescla tensão e diversão. A fotografia desperta interesse, principalmente, nas tomadas panorâmicas do trem em movimento.

A película traz à tona discussões sobre os maus tratos de animais e sentimentos que envolvem confiança, compaixão e amizade. Confira e depois comente aqui no blog. Que tal?

Onde está em cartaz?
Cinemark Central Plaza Shopping ; Cinemark Cidade Jardim ; Cinemark Pátio Paulista; Cinemark Shopping Iguatemi ; Playarte Bristol - Shopping Center 3



Ficha Técnica
“Água para Elefantes”, EUA, 2011, 121 min., drama, Colorido, 14 anos
Diretor: Francis Lawrence
Elenco: Robert Pattinson, Reese Witherspoon, Christoph Waltz, Mark Povinelli, Stephen Taylor, E.E. Bell
Roteiro: Richard LaGravenese , baseado na obra de Sara Gruen
Fotografia: Rodrigo Prieto
Trilha Sonora: James Newton Howard
Distribuidora: Fox Film Estúdio: Fox 2000 Pictures / Flashpoint Entertainment

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Édipo está em cartaz no Teatro Eva Herz

“Édipo” é a mais nova montagem teatral do ator e diretor Elias Andreato. Ambientada de forma simples, em um cenário formado por cadeiras, dispostas em um semicírculo, a peça, bem engendrada, valoriza a história contada por Sófocles e representada, pela primeira vez, cerca de 425 a.C.

Uma excelente oportunidade para entrar em contato, em apenas 70 minutos, com a arrebatadora história grega, referência, até hoje, não somente no mundo artístico como também no universo da psicanálise.

De forma concisa e bem estruturada oralmente, a plateia é transportada para Tebas, sem recurso visual (cenário e figurino) que remeta à época. Basta soltar a imaginação e deixar-se ser conduzido pelas fortes interpretações dos oito atores, que se incumbem dessa saborosa missão.

Eucir de Souza interpreta com propriedade e na medida certa o herói Édipo, ora com ímpeto de bom moço, ora com a força de um guerreiro. Ele transmite a essência do personagem, que dialoga paradoxalmente sobre a cegueira do homem, que não sabe quem é, e a sua grandeza, aspectos positivos da personalidade humana. É uma tradução simbólica da persistente crise identitária, que acompanha o ser humano desde a sua existência.

Outra atuação que merece destaque é a de Tânia Bondezan, viúva de Laio, mãe e esposa de Édipo. A atriz emociona ao vestir, com firmeza nos gestos e na voz, a pele de Jocasta. Ela transmite a dor da mãe e o desespero da esposa, que por força do destino mandou matar seu filho, mas se casou com o próprio.

Édipo, rei de Tebas, é o herói trágico. Apesar de não agir de forma rude e nem maléfica, puni-se de maneira dolorosa física e emocionalmente. Vítima da sorte, abdica o trono para o bem de seu país, além de deixar os filhos nas mãos de seu cunhado Creonte (Romis Ferreira).

Com adaptação e direção de Elias Andreato, que interpreta o vidente cego Tirésias, a história é revelada à plateia com roupagem enxuta, sem perder a originalidade.
Principal vetor desta versão, o texto é a grande estrela do espetáculo. Mas, sem dúvida, o elenco abarca bem a responsabilidade. Édipo pega nas mãos a rédea do enredo. Com grande força dramática, Eucir, praticamente, contracena com a luz de Wagner Freire, muito bem desenhada.

Os acordeons manuseados pelos atores Nilton Bicudo, Daniel Maia e Clóvys Torres apresentam a trilha sonora, que reverbera os acontecimentos no palco. E, mesmo quando sentados em suas cadeiras, os oito atores imprimem suas marcas de forma dinâmica.

O protagonista traz à tona temas como ética, moral e bom senso, já que ele assume a responsabilidade por todos os seus atos e vai até as últimas consequências para repará-los, mesmo sendo de certa forma inocente.

A trama tem como argumento o “Oráculo de Delfos” (espécie de adivinho da antiguidade), responsável pela previsão de que o filho de Laio e Jocasta mataria o pai e se casaria com a mãe.

Para evitar esse catastrófico destino, Jocasta entrega a criança para um servo de Laio (Daniel Maia), ordenando a sua morte. No entanto, sem coragem para matar o bebê, ele dá o recém-nascido a um pastor (Clóvys Torres), que por sua vez o entrega para a adoção pelo rei de Corinto.

Já adulto, Édipo (aquela criança) fica sabendo de tal maldição e, para não matar os seus pais, foge para Tebas. O resto da narrativa você pode saber no teatro Eva Herz, todas as terças, às 21 horas. Bom espetáculo!

Serviço


Édipo, 70 minutos, 14 anos
Teatro Eva Herz (166 lugares),
Avenida Paulista, 2073 – Livraria Cultura - Conjunto Nacional
Terças, 21h; de 03 de maio a 21 de junho
R$ 40 (meia entrada, R$ 20)
Informações: (11) 3170-4059 - www.teatroevaherz.com.br
Bilheteria: Terça a sábado, das 14h às 21h. Domingo, das 12h às 19h. Feriado, sujeito à alteração. Aceita todos os cartões de crédito. Não aceita cheque.
Vendas pelo www.ingresso.com e telefone: 4003-2330

Ficha Técnica
Autor: Sófocles
Adaptação e Direção: Elias Andreato
Assistente de Direção: André Acioli
Elenco: Eucir ee Souza – Édipo, Tânia Bondezan – Jocasta; Romis Ferreira – Creonte; Nilton Bicudo – Corifeu – Narrador e Músico; Daniel Maia – Estrangeiro; Clóvys Torres – Pastor; Elias Andreato - Tirésias
Música Composta: Daniel Maia
Desenho de Luz: Wagner Freire
Programação Visual: Elifas Andreato
Fotos: Águeda Amaral
Direção de Produção: Marlene Salgado