quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

“Drive” estreia dia 02 de março

Se você gosta de filmes contendo ação, violência, carros, perseguição e um romance nada meloso, assista ao filme “Drive”. A produção já foi exibida durante o Festival do Rio, em 6 de outubro passado, porém sua estreia brasileira, no circuito comercial, está prevista para o dia 02 de março.

A película é a nona direção do dinamarquês Nicolas Winding Refn e a primeira norte-americana. Entre as outras do diretor estão Medo X (2003), Bronson (2008) e a trilogia Pusher (1996, 2004 e 2005). Mas, foi com “Drive”, que Refn recebeu o prêmio de Melhor Diretor em Cannes 2011, o que lhe deu mais visibilidade.

A história não é das mais originais. Passa-se em Los Angeles (EUA) e retrata a vida de um mecânico de carros, que nas horas vagas ganha dinheiro como dublê de motoristas em filmes, graças a sua grande habilidade e ousadia atrás do volante.

Aproveitando o talento nas pistas, o personagem, sem nome, vivido por Ryan Gosling, também presta serviços como motorista, para criminosos. Portanto, sua vida se divide em participações anônimas em filmes, consertos em automóveis e evasões velozes, ligadas ao crime. Esse homem, aparentemente frio, começa a revelar suas emoções quando conhece Irene.

Enquanto o marido está na cadeia, Irene e o filho criam fortes laços afetivos pelo motorista. A relação entre ele e o menino, rapidamente, se iguala a de pai e filho. Já com a mulher, interpretada por Carey Mulligan (“Orgulho e Preconceito” e “Educação”), a paixão é contida, suprimida externamente, mas latente, tanto dentro dele quanto dela.

Está aí, em minha opinião, a qualidade da história. A partir do amor que ele nutre por ela, acontece uma descoberta de sentimentos nobres e incondicionais, contrapondo ao seu comportamento violento. A atração afetiva desperta nele uma razão para viver e uma felicidade, que parece não sido experimentada até então.

A distinção de “Drive” para os previsíveis e cansativos mainstreams hollywoodianos, envolvendo romance, violência, carros e crimes está, justamente, nessa intenção de aprofundar os conflitos psicológicos do personagem, assim como o de explorar o maniqueísmo que comungam, conflituosamente, dentro do ser humano.

A abordagem do universo da sexualidade masculina é um destaque, já que o homem (do senso comum) preza por envolvimentos concretos. Em “Drive”, a relação é sublimada. Ele mata, rouba, coloca sua vida em risco, sem nada em troca. Apenas para proteger a amada.

Em “Drive”, o protagonista é lacônico, silencioso, pouco expressivo. Ama com a mesma intensidade que odeia. Um escorpião, estampado em sua única e emblemática jaqueta, sugere um clima mais intrigante ao personagem.

O aracnídeo tem sua origem remontada há mais de 400 milhões de anos, sobrevivendo a todos os grandes cataclismos que destruíram milhares de espécies vivas, entre outras características bastante associadas ao personagem.

O filme tem uma pitada de GTA (Grand Theft Auto) e parece pertencer aos anos 70 e 80. O cenário, o figurino, direção e, principalmente, a trilha sonora pop-eletrônica, de Cliff Martinez, colaboram imensamente com essa impressão.

O ator canadense Ryan Gosling, 31, está ótimo no papel, mas lembra muito personagens construídos por Clint Eastwood. O belo moço é conhecido por suas boas atuações em “Half Nelson” (2006), “Namorados para sempre” (2010) e “A garota Ideal” (2007).

Há também outros bons atores como Bryan Cranston, Ron Perlman e Albert Brooks. Já a presença de Christina Hendricks (seriado “Mad Men”) deixa a desejar. A moça não tem nada de femme fatale, como sugerido. Não apimenta, nem enriquece o enredo. O roteiro é de Hossein Amini (Honra e Coragem), baseado no livro “Drive”, de James Sallis, lançado em 2005.

Cena preferida
O motorista carregando no colo o garoto tomado pelo sono.
Curiosidades
A brasileira Lovefoxx do CSS canta a música “Nightcall”, com Kavinsky.
Cliff Martinez é o compositor favorito de Steven Soderbergh.
A trilha de “Drive” lembra as canções do filme “Contágio”.
Uma norte-america está processando a produção por, segundo ela, induzir em seus comerciais que a película seria mais um genérico do tipo “Velozes e Furiosos”, e não o é.

Trailer do filme
http://www.youtube.com/watch?v=lj95nnGmEdU&noredirect=1


Ficha técnica
“Drive”, 2011, EUA, Ação, 100 minutos.
Direção: Nicolas Winding Refn
Atores: Ryan Gosling, Carey Mulligan, Bryan Cranston, Albert Brooks.
Roteiro: Hossein Amini
Produção: Michael Litvak, John Palermo, Marc Platt, Gigi Pritzker e Adam Siegel
Música: Cliff Martinez
Fotografia: Newton Thomas Sigel
Direção de arte: Christopher Tandon
Figurino: Erin Benach
Edição: Matthew Newman
Efeitos especiais: Wildifire Visual Effects
Site oficial: http://www.drive-movie.com
Estúdio: Bold Films/ Odd Lot Entertainment/ Marc Platt Productions/ Seed Productions
Distribuidora: Imagem

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

"Festim Diabólico" pode ser visto no teatro


Está em cartaz, no teatro Nair Belo, a peça “Festim Diabólico”. O texto montado no teatro britânico, em 1929, com o título “Rope”, é a obra mais reconhecida do escritor inglês Patrick Hamilton. Com montagem inédita no Brasil, a história é baseada em fatos reais e conta com os atores Alexandre Barros, André Fusko, André Hendges, Carlos Capeletti, Luli Miller, Patrícia Vilela e Ricardo Homuth.

A direção, realizada pelo cineasta Carlos Porto de Andrade Jr., tem a intenção de mesclar as linguagens de cinema e teatro, mas somente em poucos momentos o objetivo é alcançado.

O enredo, que faz referência ao conceito de super-homem, de Nietzsche, como teoria acadêmica, conta a história de dois jovens que tramam degustar do poder triunfante de ter nas mãos a vida e a morte de um ser humano.

Para isso, eles (interpretados por Alexandre Barros e André Fusko) matam David, um colega de escola (que não aparece em cena), apenas para provar a si mesmos que podem cometer o crime perfeito.

Depois, resolvem convidar amigos em comum entre eles e a vítima, além do pai de David, para uma festa de aniversário surpresa para o morto, que está o tempo todo presente dentro de um baú, que hora se reveza na função de banco e peça de decoração.

Idealizador do projeto, o ator Alexandre Barros conta que quando terminou de ver o filme ficou muito entusiasmado e, vendo o “making of”, descobriu que havia sido adaptado de uma peça.

“Achei genial e tive vontade de montá-la na hora. Fui a Londres comprar os direitos autorais e quis fazer o processo de montagem, baseado na peça. Foi um longo processo que durou quatro anos para ser finalmente realizado”, diz ele.

Cinema

Encantado com o sucesso da peça, inspirada no caso Leopold-Loeb, em que dois estudantes da Universidade de Chicago assassinam um colega universitário, Alfred Hitchcock decidiu filmar a história nos Estados Unidos, de 1948, dando origem ao suspense “Rope”.

Foi o primeiro filme colorido do diretor Alfred Hitchcock. Todo realizado em tomadas contínuas de quatro a dez minutos (plano-sequência), tendo apenas oito cortes, ele foi editado de forma a dar a impressão que não houve cortes durante as filmagens.

O filme esteve inacessível ao público por muitos anos, pois Hitchcock havia recomprado os seus direitos, juntamente com os direitos de Rear Window (Janela Indiscreta), The Man Who Knew Too Much (O Homem que Sabia Demais), Vertigo (Um Corpo que Cai) e The Trouble with Harry (O Terceiro Tiro). A intenção dele foi deixá-los de legado para sua filha. Esses filmes ficaram conhecidos como “os cinco filmes perdidos de Hitchcock”, e só foram relançados em 1984, cerca de quarenta anos após suas estreias.

Serviço
Festim Diabólico, 80 minutos. 16 anos, Suspense
Teatro Nair Bello (200 lugares)
Shopping Frei Caneca – Rua Frei Caneca, 569 – 3° andar.Telefone: 3472-2414
Bilheteria: de terça a sábado, das 14h às 21h30; domingos, das 14h40 às 19h.
Aceita todos os cartões de débito e crédito. Não aceita cheque. Estacionamento: R$ 6 até duas horas.
Vendas: www.ingresso.com e tel. 4003-2330
Sexta, às 21h30. Sábado, às 21h. Domingo, às 18h.
Ingressos: Sexta R$ 10 (preço único, promocional). Sábado e Domingo R$ 40
Estreia dia 20 de janeiro de 2012
Até 18 de março

Ficha Técnica:
Texto original: Patrick Hamilton
Direção: Carlos Porto de Andrade Jr.
Co-direção: Eduardo de Santhiago
Elenco: Alexandre Barros, André Fusko, André Hendges, Carlos Capeletti, Luli Miller, Patrícia Vilela e Ricardo Homuth
Cenografia e figurinos: Aby Cohen e Lee Dawkins
Desenho de luz e Fotografia: Rinaldo Martinucci
Trilha Sonora: Eduardo Queiroz
Programação visual e assistência aos ensaios: Emerson Brandt

Curiosidades
Em seus filmes Hitchcock faz uma pequena aparição. Neste, ele aparece bem no início ao atravessar a rua e pode ser visto também no cartaz de neon, que reflete na janela do apartamento dos dois assassinos.

Cary Grant era a escolha original de Hitchcock para o papel do professor Rupert Cadell e Montgomery Clift para o papel de Brandon Shaw.

Oscar 2012, veja as indicações!

Texto escrito em 27/01/12
Foi divulgada nesta última terça-feira, dia 24, a lista dos candidatos ao Oscar 2012. O filme escolhido, por especialistas no Brasil, para concorrer à indicação pela estatueta foi “Tropa de elite 2”, mas a película não alcançou pontuação suficiente para fazer parte da competição.

No entanto, os brasileiros podem se alegrar, pelo menos um pouco. Entre as 39 canções indicadas para a categoria de melhor música original, apenas duas vão concorrer ao prêmio. Uma delas é “Real in Rio – Jamie Foxx”, letra de Siedah Garrett e música do maestro Sergio Mendes e Carlinhos Brown, pelo filme de animação “Rio”. A outra é "Man or Muppet", composta e musicada por Bret McKenzie, para a produção “Os Muppets”.

Por outro lado, este ano serão nove melhores filmes concorrentes. Com 11 indicações está "A Invenção de Hugo Cabret", aventura em 3D, do diretor Martin Scorcese. Com 10, está o filme mudo "O Artista", que já recebeu três Globos de Ouro (melhor filme de comédia/ musical, melhor ator de comédia/ musical e melhor trilha sonora). Em seguida estão "O homem que mudou o jogo", estrelado por Brad Piit, e "Cavalo de guerra", de Steven Spielgerg, cada um com seis indicações. Finalizando a lista aparecem "Os Descendentes", "Histórias cruzadas", "Meia-Noite em Paris", “A Árvore da Vida” e “Tão forte e Tão perto”.

"Os Descendentes" também se destacou no Globo de Ouro (melhor filme de drama e melhor ator de drama). Para o Oscar, ele concorre nas categorias de melhor direção, ator, atriz coadjuvante e roteiro adaptado.


A transmissão será realizada, ao vivo, domingo, dia 26 de fevereiro, por emissoras de 225 países. No Brasil, uma opção é o canal TNT, a partir das 22 horas. A cerimônia de premiação da 84ª edição do Oscar ocupará o palco do Kodak Theatre,em Los Angelese contará com a apresentação do ator Billy Crystal, que já esteve na função em outras oito oportunidades.

A surpresa ficou com a indicação do iraniano "A Separação", em cartaz no Brasil, para roteiro original. Ele também foi indicado a melhor filme estrangeiro.

O veterano Woody Allen ("Meia-Noite em Paris") concorre ao Oscar de melhor roteiro original. Meryl Streep (“A dama de ferro) e Michelle Williams (“Sete dias com Marilyn”), premiadas nos Globos, estão na disputa, juntamente com Glenn Close, por "Albert Nobbs", Viola Davis, em "Histórias Cruzadas", Rooney Mara ("Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres").


Já a lista para o prêmio de melhor ator foi preenchida com Demian Bichir ("A Better Life"), George Clooney ("Os Descendentes"), Jean Dujardin ("O Artista"), Brad Pitt ("O Homem que Mudou o Jogo") e Gary Oldman (“O Espião que Sabia Demais”).

Veja os demais indicados!

Filme
"A Árvore da Vida" (já lançado em DVD)
"Os Descendentes" (estreia hoje, 27)
"Histórias Cruzadas" (estreia em 3 de fevereiro)
"A Invenção de Hugo Cabret" (estreia em 17 de fevereiro)
"O Homem Que Mudou o Jogo" (estreia em 17 de fevereiro)
"Cavalo de Guerra" (em cartaz)
"O Artista" (estreia em 10 de fevereiro)
"Meia-Noite em Paris" (já lançado em DVD e Blu-ray)
"Tão Forte e Tão Perto" (estreia em 2 de março)

Direção
Woody Allen - "Meia-Noite em Paris"
Michel Hazanavicius - "O Artista"
Alexander Payne - "Os Descendentes"
Martin Scorsese - "A Invenção de Hugo Cabret"
Terrende Malick - "A Árvore da Vida"

Ator
Demián Bichir - "A Better Life" (sem data de estreia)
George Clooney - "Os Descendentes"
Jean Dujardin - "O Artista"
Gary Oldman - "O Espião Que Sabia Demais" (em cartaz)
Brad Pitt - "O Homem Que Mudou o Jogo"

Atriz
Glenn Close - "Albert Nobbs" (estreia em 2 de março)
Viola Davis - "Histórias Cruzadas"
Rooney Mara - "Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres" (estreia hoje, 27)
Meryl Streep - "A Dama de Ferro" (estreia em 10 de fevereiro)
Michelle Williams - "Sete Dias com Marilyn" (estreia em 10 de fevereiro)

Ator Coadjuvante
Christopher Plummer - "Toda Forma de Amor" (já lançado em DVD)
Jonah Hill - "O Homem Que Mudou o Jogo"
Kenneth Branagh - "Sete Dias com Marilyn"
Nick Nolte - "Guerreiro"
Max von Sydow - "Tão Forte e Tão Perto"

Atriz Coadjuvante
Berenice Bejo - "O Artista"
Jessica Chastain - "Histórias Cruzadas"
Melissa McCarthy - "Missão Madrinha de Casamento" (já lançado em DVD)
Janet McTeer - "Albert Nobbs"
Octavia Spencer - "Histórias Cruzadas"

Roteiro original
"O Artista" - Michel Hazanavicius
"Missão Madrinha de Casamento" - Kristen Wiig, Annie Mumolo
"Margin Call - O Dia Antes do Fim" - J.C. Chandor (já lançado em DVD)
"Meia-Noite em Paris" - Woody Allen
"A Separação" - Ashgar Farhadi

Roteiro adaptado
"Os Descendentes" - Alexander Payne, Nat Faxon, Jim Rash
"A Invenção de Hugo Cabret" - John Logan
"Tudo pelo Poder" - George Clooney, Grant Heslov, Beau Willimon (em cartaz)
"O Homem que Mudou o Jogo" - Steven Zaillian, Aaron Sorkin, Stan Chervin
"O Espião que Sabia Demais" - Bridget O'Connor, Peter Straughan

Animação
"Um Gato em Paris"
"Chico & Rita" (sem data de estreia)
"Kung Fu Panda 2" (já lançado em DVD e Blu-ray)
"Gato de Botas" (em cartaz)
"Rango" (já lançado em DVD e Blu-ray)

Canção Original
"Man or Muppet" - "The Muppets" - Música e Letra de Bret McKenzie (em cartaz)
"Real in Rio" - "Rio" - Música de Sergio Mendes e Carlinhos Brown e letra de Siedah Garrett (já lançado em DVD e Blu-ray)

Trilha sonora
"As Aventuras de Tintim" - John Williams (em cartaz)
"O Artista" - Ludovic Bource
"A Invenção de Hugo Cabret" - Howard Shore
"O Espião que Sabia Demais" - Alberto Iglesias
"Cavalo de Guerra" - John Williams

Filme estrangeiro
Bélgica - "Bullhead" - Michael R. Roskam (sem data de estreia)
Canadá - "Monsieur Lazhar" - Philippe Falardeau (sem data de estreia)
Irã - "A Separação" - Asghar Farhadi (em cartaz)
Israel - "Footnote" - Joseph Cedar (sem data de estreia)
Polônia - "In Darkness" - Agnieszka Holland (sem data de estreia)

Efeitos visuais
"Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 " (já lançado em DVD e Blu-ray)
"A Invenção de Hugo Cabret"
"Gigantes de Aço"
"Planeta dos Macacos: A Origem" (já lançado em DVD e Blu-ray)
"Transformers: O Lado Oculto da Lua" (já lançado em DVD e Blu-ray)

Edição de som
"Drive" (estreia em 24 de fevereiro)
"Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres"
"A Invenção de Hugo Cabret"
"Transformers: O Lado Oculto da Lua"
"Cavalo de Guerra"

Mixagem de som
"Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres"
"A Invenção de Hugo Cabret"
"O Homem Que Mudou o Jogo"
"Transformers: O Lado Oculto da Lua"
"Cavalo de Guerra"

Direção de arte
"O Artista" - Laurence Bennett, Robert Gould
"Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2" - Stuart Craig, Stephenie McMillan
"A Invenção de Hugo Cabret" - Dante Ferretti, Francesca Lo Schiavo
"Meia-Noite em Paris" - Anne Seibel, Hélène Dubreuil
"Cavalo de Guerra" - Rick Carter, Lee Sandales

Fotografia
"O Artista"
"Millenium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres"
"A Invenção de Hugo Cabret"
"A Árvore da Vida"
"Cavalo de Guerra"

Figurino
"Anônimo" - (estreia em 17 de fevereiro)
"O Artista"
"A Invenção de Hugo Cabret"
"Jane Eyre" (sem data de estreia)
"W.E." (estreia em 30 de março)

Curta metragem de animação
"Dimanche/Sunday" - Patrick Doyon
"The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore" - William Joyce and Brandon Oldenburg
"La Luna" - Enrico Casarosa
"A Morning Stroll" - Grant Orchard and Sue Goffe
"Wild Life" - Amanda Forbis and Wendy Tilby

Curta metragem
"Pentecost" - Peter McDonald and Eimear O'Kane
"Raju" - Max Zähle and Stefan Gieren
"The Shore" - Terry George and Oorlagh George
"Time Freak" - Andrew Bowler and Gigi Causey
"Tuba Atlantic" - Hallvar Witz

Maquiagem
"Albert Nobbs"
"Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2"
"A Dama de Ferro"

Edição
"O Artista"
"Os Descendentes"
"Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres"
"A Invenção de Hugo Cabret"
"O Homem Que Mudou o Jogo"

Documentário longa metragem
"Hell and Back Again" (sem data de estreia)
"If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front"
"Paradise Lost 3: Purgatory"
"Pina" (estreia em 16 de março)
"Undefeated" (sem data de estreia)

Documentário curta metragem
"The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement"
"God Is the Bigger Elvis"
"Incident in New Baghdad"
"Saving Face"
"The Tsunami and the Cherry Blossom"

Curiosidade
O Brasil concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em quatro ocasiões: por "O Pagador de Promessas" (1963), "O Quatrilho" (1996), "O Que É isso, Companheiro?" (1998) e "Central do Brasil" (1999). O longa "Cidade de Deus" (2004), de Fernando Meirelles, não chegou à indicação ao prêmio.

Vários sites prometem transmitir a cerimônia, o “Ospaparazzi” é um deles.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

"Cabaret": Sensualidade, fetichismo, crítica ao nazismo...


Não via Cláudia Raia no palco desde “Sweet Charity” (2006). Em seus musicais, ela sempre desempenhou bem, em certos aspectos, mas nada muito especial. O mesmo não dá para falar de “Cabaret”, seu mais recente espetáculo.

Em “Cabaret”, a atriz empenha-se fortemente e vence o que parece ser um grande desafio. Isso se pensarmos que ela, de certa forma, substitui Liza Minnelli, que é associada enfaticamente à montagem, no cinema (1972). Porém, seis anos antes, a obra já havia alcançado consagração na Broadway.

Na versão brasileira, Cláudia, definitivamente, não é Liza. As duas escolheram viver a mesma personagem, no entanto, a Sally do cinema é sonhadora, frágil e espera pelo grande amor. No teatro, em São Paulo, ela é pragmática. Dona de um humor cáustico, não vê no amor a melhor forma de ser feliz.

Além disso, a Sally brasileira é alcoólatra, fumante, depressiva e viciada na vida desregrada que leva no Cabaret. Mas, nenhum dos aspectos é tratado com profundidade. As duas horas e 15 minutos de espetáculo (outros 15 correspondem ao intervalo) quer apenas divertir o público.


Esses ingredientes deixaram Cláudia livre para criar a sua própria Sally, um dos acertos da montagem brasileira, além da versão musical, cenários bem realizados, bons recursos de projeção e maquinário.

O ator Jarbas Homem de Mello destaca-se como MC, o mestre de cerimônias do Cabaret. É um prazer vê-lo no palco. Um esforço artístico reconhecido pelo público, que o aplaude com entusiasmo. E, assim como ela, Jarbas achou a medida certa do personagem sem ficar preso à atuação de Joel Grey, premiado com o Oscar de ator coadjuvante, em 1972.

Já Guilherme Magon, que substituiu Reynaldo Gianecchini, no papel do escritor americano, com quem Sally se envolve amorosamente, tem uma participação tímida, como ator.

A história, dividida em dois atos, se passa, principalmente, em dois ambientes. O principal é o Kit Kat Club, uma decadente casa noturna de Berlim, do ano de 1931. Seu vetor é o relacionamento da inglesa Sally Bowles (Cláudia Raia), com um pobre escritor norte-americano Cliff Bradshaw (Guilherme Magon).

Cláudia e Guilherme fazem, pelo menos, uma cena de sexo em suas interpretações. No quarto alugado da pensão da alemã intolerante Fräulein Schneider, ele desfila seu corpo quase nu e ela, muitas vezes, usando apenas lingerie.

Logo ao lado, no Cabaret, o contraste se dá com muito brilho e diversos figurinos e perucas, usadas por ela e pelos bailarinos e bailarinas da casa. Além disso, Jarbas exibe um ‘desenho’ criativo e ousado, em suas aparições frenéticas e hilárias.

Para abordar a ascensão e o preconceito, com uma leve crítica ao partido nazista de Hitler, Fräulein Schneider (vivida por Liane Maya) e o judeu Herr Schultz (Marcos Tumura, de “Les Miserables”, e “Miss Saigon”) vivem um relacionamento amoroso, absolutamente indigesto para aquele momento político.

Cenários e figurinos remontam a época e trazem sensualidade, cor e brilho. O palco foi estendido nas laterais para acomodar parte do público em onze mesas e quadro cadeiras para cada uma delas. A intenção é construir o clima de cabaré. As mesinhas contam com luminárias e telefones de época. O setor é um dos mais caros.

Em todo o palco, o fundo é preenchido com cortinas de pedras transparentes. Quase escondida, despertando a curiosidade da plateia, há uma banda composta por 14 músicos, regida pela maestrina Beatriz de Luca. Todos vestidos à la Kit Kat Club.



A versão original do musical, de 1966, foi escrita pelo dramaturgo Joe Masteroff, baseado na peça “Eu Sou uma Câmera”, de John Van Druten; inspirada, por sua vez, no livro Adeus, Berlim, de Christopher Isherwood.

O espetáculo está concorrido. Comprei ingressos em novembro para assistir somente ontem, dia 19 de janeiro. Quem gosta de eletricidade, ousadia e bom humor, não pode perdê-lo. Outro motivo é ver a protagonista longe dos holofotes globais, dançando e cantando, a todo vapor, mesmo não sendo dona de uma grande extensão vocal. O espetáculo é diversão garantida!


Curiosidades
Segundo a produção, foram investidos R$ 1,8 milhão, envolvendo 80 profissionais (21 atores e catorze músicos), 150 figurinos (dez para Claudia), 40 perucas, em um cenário de sete toneladas.

Os figurinos de Jarbas Homem de Mello têm inspiração fetichista, inspirados em desenhos eróticos alemães do final do século 19.

Ex-fumante, Claudia utiliza cigarros confeccionados com folhas de alface. Ela fuma dois em cena a cada sessão.

A peça deve ficar em cartaz em São Paulo até junho de 2012. Em julho do ano que vem, deverá viajar para o Rio de Janeiro.

Serviço
Local: Teatro Procópio Ferreira
Rua Augusta, 2823 - Jardim América - São Paulo
Telefone 11 - 3083-4475
Horários: Quinta, 21h; sexta, 21h30; sábado 18h e 21h30; domingo, 18h.
Ingressos de R$ 40,00 a R$ 200,00
Censura: 14 anos
Duração: 2h30

Ficha técnica
Texto: Joe Masteroff
Músicas: John Kander
Letras: Fred Ebb
Versão Brasileira: Miguel Falabella
Direção de Coreografia: Alonso Barros
Direção Musical e Vocal: Marconi Araújo
Direção Geral: José Possi Neto
Produção Geral: Sandro Chaim
Elenco: Claudia Raia como Sally Bowles e Jarbas Homem de Melo como MC.
Guilherme Magon, Julio Mancini, Katia Barros, Marcos Tumura e Liane Maya,
Alberto Goya, Alessandra Dimitriou, Carol Costa, Daniel Monteiro, Fabiane
Bang, Hellen de Castro, Keka Santos, Leo Wagner, Luana Zenun, Luciana
Milano, Marcelo Vasquez, Mateus Ribeiro, Rodrigo Negrini e Tomas Quaresma.
Cenário: Chris Aizner e Nilton Aizner
Cenógrafos Associados: Renato Theoblado e Roberto Rolnik
Figurino: Fábio Namatame
Iluminação: Paulo César Medeiros
Design de Som: Tocko Michelazzo
Visagismo: Henrique Mello e Robin Garcia
Programação Visual: Fuego

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A Pele que Habito: Corajoso, intrigante, bem alinhavado, inquietante...


Dizer que Almadóvar é genial tornou-se um lugar-comum. Há tempos não vamos assistir a um filme de Pedro Almadóvar, vamos ver um Almadóvar. E mais uma vez essa afirmação é constatada em “A Pele que Habito”.

É uma criação diferente, sem cores fortes e brilhantes, sem a comédia de escracho, sem os melodramas exacerbados, sem a discussão explícita sobre sexualidade, às vezes caricatual, comuns em suas películas. No entanto, ele conseguiu imprimir sua marca com todos esses ingredientes, de forma inversa, sutil e sombria. Incrível. É um destilar de sua essência.

Impossível sair indiferente da sala escura, após ver “A Pele que Habito”. O filme é intenso, prende demais a atenção a ponto de esquecermos que estamos no cinema. É um devorar da história, que ao mesmo tempo devora cada olhar dispensado. Inquietante, perturbador!

“A Pele que Habito” não deixa seus espectadores imunes. Ele provoca, angustia, penetra e mergulha nas profundezas da mente, sem explicação. O resultado, entre outros, é uma reflexão sem fim. Pelo menos nos primeiros três dias, depois de presenciar as cenas tão bem executadas.

O que falar dos atores? Todos ótimos e bem dirigidos, com mais ou menos aparições. Adoro diretor que dirige! E Pedro Almadóvar faz jus ao título. Frouxidão não é com ele. Dos enquadramentos a narrativa, ação, desfecho... Cada tomada demonstra cuidado e precisão.


A firmeza e segurança de Antonio Banderas ao interpretar Richard Legrand são disseminadas por todo o filme. Nada de mais, nem de menos. Convicto e fiel. Nenhuma redundante ideologia explícita, reproduzida do mundo contemporâneo, muito menos disfarçada. Que alívio!

Conhecido por explorar comumente o universo feminino no cinema, neste filme ele aprofunda-se muito assertivamente na atmosfera particular masculina. Um jogo cênico de psiques envolvendo a sexualidade, desejo, identidade, poder, paradoxos e a loucura, propriamente dita. Tudo na medida certa!

A atriz espanhola Elena Anaya diz tudo com os olhos, literalmente as janelas de sua alma, emanando a mescla sofrimento e ódio. Já vimos esse olhar lacrimejante extraído por ele, que vasculha o artista até o ponto final. Em quem? Na sempre Victoria Abril. Não?
Marisa Paredes, claro, está perfeita como Marília, a fiel empregada de Legrand, que esconde um grande segredo, entre outros mistérios pulverizados na trama.


“La Piel que Habito”, título original, é inspirado no romance de terror “Mygale”, do francês Thierry Jonquet, publicado em 1995, em seu país, e traduzido em 2003, como “Tarantula”, nos Estados Unidos e Reino Unido.

O filme conta a história de Richard Legrand, um bem-sucedido cirurgião plástico, que vive em uma mansão afastada do centro da cidade. Sua esposa é vítima de queimaduras graves, após sofrer um acidente de carro. Ele, então, dedica suas experiências a procura de uma pele resistente ao fogo, “perfeita”.

São muitas as reviravoltas, porém é um trágico acontecimento com a filha do médico que leva a narrativa para rumos surpreendentes e saborosamente indigestos.

Ficha Técnica

A Pele que Habito (La Piel que Habito), drama, 117 min, 2011
Direção: Pedro Almodóvar
Roteiro: Pedro Almodóvar, baseado em livro de Thierry Jonquet
Elenco: Antonio Banderas, Elena Anaya, Marisa Paredes, Jan Cornet
Produção: Pedro Almodóvar e Agustín Almodóvar
Música: Alberto Iglesias
Fotografia: José Luis Alcaine
Direção de arte: Carlos Bodelón
Figurino: Paco Delgado
Edição: José Salcedo
Site oficial: http://www.sonyclassics.com/theskinilivein
Estúdio: El Deseo S.A.
Distribuidora: Sony Pictures Classics (EUA)/ Paris Filmes (Brasil)
Trailer do filme: http://www.snpcultura.org/pele_onde_eu_vivo.html

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O Último Dançarino de Mao ainda no cinema

 
Depois de receber o prêmio de melhor filme, pelo público, na 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, "O Último Dançarino de Mao" ainda pode ser visto na capital.

O longa-metragem é dirigido pelo australiano Bruce Beresford, cujo trabaho mais conhecido é “Conduzindo Miss Daisy”, vencedor de quatro Oscars em 1990, incluindo o de melhor filme.

Entrando na quinta semana em cartaz, o filme ainda pode ser visto no cinema. O roteiro é baseado na autobiografia do bailarino chinês Li Cunxin, com o título “Adeus China – O último bailarino de Mao”. Se você está em São Paulo nesse mês de férias, eis a sugestão!

O ator e bailarino Chi Cao interpreta Li Cunxin com primor na sua fase adulta. O próprio Li aprovou seu intérprete na tela. Cao, aliás, é filho de dois professores do personagem real na Academia de Balé de Pequim.

Criança, Li (nessa fase interpretado por Wen Bin Huang) vive com simplicidade ao lado dos pais camponeses e mais irmãos. Um dia sua aldeia é visitada por representantes do governo de Mao Tse Tung, recrutando candidatos para treinamentos artístico e atlético.


O menino é escolhido para estudar dança em Pequim, juntamente com outras crianças de sua e outras regiões. Ainda que emocionalmente divididos, os pais viam aí uma oportunidade de um futuro melhor para o filho.

Em Pequim, Li passa por treinamentos intensivos, dolorosos e, às vezes com palavras humilhantes vindas dos técnicos. A ideologia política é assimilada pelo garoto, já que por toda a parte há o enaltecimento dos valores da revolução comunista.

Uma visita do presidente Richard Nixon à China, em 1972, dá início a um processo de aproximação com os EUA. A partir daí, começa a ocorrer um intercâmbio maior entre os dois países.

Com isso, o diretor do balé de Houston, Ben Stevenson (Bruce Greenwood), impressiona-se com o talento do bailarino chinês e o convida para uma temporada no Texas.

Lá, ele descobre uma realidade inteiramente diferente da de seu país. Momento em que a ideologia americana aparece como sendo melhor do que a chinesa da época, por pregar o velho clichê de um país, onde as pessoas são livres. Nesse aspecto há caricaturas e enaltecimento desnecessário do sonho americano, como a vida ideal, o melhor dos mundos para o ser humano.


Somando a idealização de vida e lugar perfeitos a sua paixão pela bailarina Elizabeth (Amanda Schull), Li decide ficar nos EUA. Essa decisão provoca um desconforto diplomático, acarretando uma sequência de acontecimentos dramáticos, embora pouco profundos.

As cenas de dança são nitidamente bem elaboradas. A excelente reconstituição de época (China), denota a bela direção de arte. A atuação de Bruce Greenwood (“Star Trek”) também merece destaque.

A emoção fica por conta da história de superação pessoal de Li, um garoto chinês mirradinho que, na vida real, tornou-se referência mundial, como bailarino, constituindo carreira nos EUA, e que, atualmente, vive na Austrália.

FICHA TÉCNICA

"Mao’s Last dancer" (O último dançarino de Mao), drama, 117 min., 2009, Austrália, cor, 14 anos.
Diretor: Bruce Beresford
Elenco: Bruce Greenwood, Kyle MacLachlan, Joan Chen, Chi Cao, Amanda Schull, Penne Hackforth-Jones, Christopher Kirby
Produção: Jane Scott Roteiro: Jan Sardi
Fotografia: Peter James Trilha
Sonora: Christopher Gordon
Distribuidora: Califórnia Filmes

TRAILER DO FILME

SOBRE O DIRETOR

terça-feira, 2 de agosto de 2011

RELÍQUIAS DA MORTE PARTE 2 COMPLETA OS 10 ANOS DE HARRY POTTER NA VIDA DO CINEMA

Está sendo impossível não comentar o último filme do bruxinho, “Harry Potter e As Relíquias da Morte – Parte 2”. Se você ainda não assistiu ao filme, vale a pena a experiência, principalmente, se a película for vista em 3D ou Imax.


Apesar da escuridão, o que não é novidade, já que as cenas escuras estão presentes nas outras sete produções da série, os efeitos especiais são tecnicamente bem apurados e cuidados.
O Harry, que vem se “humanizando” a cada título, em ”As Relíquias...” algumas vezes utiliza seus poderes, contando mais com seus aliados para as tais magias. No entanto, o filme não perde o elemento fantástico, o qual prima por se conectar com o mundo imaginário da plateia, fã ou não da série.


O enredo, bem amarrado, apresenta seguidas cenas de ação, o que torna o filme dinâmico, apesar de, em certos momentos, previsível. A grande surpresa é o tratamento dado ao destino do herói. Potter, mesmo demonstrando medo, caminha disposto a pagar com a vida a liberdade de Hogwarts, simbolicamente representando o mundo. Ponto em que a história mais sustenta o suspense, surpreende e emociona.


A trama dá seguimento à busca do carismático Harry (Daniel Radclife), juntamente com seus fiéis amigos Rony (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson), pelas poderosas horcruxes. São três. O objetivo é destruí-las, e, assim, livrar o mundo do vilão Lorde Voldemort (Ralph Fiennes). Com isso, você pode imaginar o final, mas o que interessa é o trajeto (em 3D) para tal proeza.

“Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” tem mais sangue, mas não passa da conta. É entretenimento apenas, mas tem suas qualidades. Portanto, preconceito de lado, não espere, mesmo, conceitos e continuidades profundas, e aproveite a despedida, que, por sinal, é muito melhor do que a apresentação.


Os atores e personagens, também presentes nos sete filmes, mantiveram coerência e coesão até o fim. Foi bom vê-los crescer e ainda mais testemunhar as várias fases - da infância à idade adulta. Principalmente o trio Harry, Hermione e Rony, e seus respectivos atores.


Vale mencionar Neville Longbottom (Matthew Lewis), o gordinho dentuço, com aparições engraçadas, que se transforma em um corajoso jovem nesta aventura. Fiel a Harry, ele ocupa um lugar de liderança entre pais e alunos de Hogwarts.

Severus Snape tem destaque neste aguardado desfecho. Ele faz grandes revelações, na pele do ótimo Alan Rickman. Ralph Fiennes, como Valdemort tem mais cenas e abusa da magia e efeitos especiais.


Mais de 7 bilhões de dólares
A franquia está sendo considerada a maior da história. Foram 10 anos, milhões de fãs pelo mundo e bilhões de dólares angariados. Com certeza também incentivou a leitura entre os jovens. Sete livros publicados.


As elaboradas linhas de J. K. Rowling entrou para a história do cinema. Quem não leu os livros, entende os filmes. Já os fãs da literatura, na maioria, aprovam as adaptações cinematográficas.
A assessoria de imprensa da Warner informou, dia 25 de julho, que a franquia ultrapassou os sete bilhões de dólares em bilheteria no mundo. No Brasil, a oitava aventura registrou a maior renda, na semana de abertura, com aproximadamente R$ 30 milhões.

Em sua primeira semana em cartaz, “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” arrecadou mais de US$ 640 milhões nos cinemas mundiais.

Individualmente, os números registrados pela franquia são: “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, US$ 974.755.371; “Harry Potter a Câmara Secreta”, somando US$ 878.979.634; “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”, com US$ 796.688.549; “Harry Potter e o Cálice de Fogo”, no total de US$ 896.911.078; “Harry Potter e a Ordem da Fênix”, apresentando US$ 939.885.929; “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”, somando US$ 934.416.487 e “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1”, com US$ 955.417.476.

Sites com conteúdo e download
Para cativar ainda mais o público, a Warner Bros. Pictures divulgou dois novos sites de “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2”. Um dele é um “Tradutor de Ofidioglossia”, que permite ao usuário escrever qualquer frase e depois escutá-la na língua das cobras, habilidade dominada por Harry e Voldermort.

O outro, intitulado “Canto dos Trouxas”, possibilita que os fãs baixem vídeos, imagens, pôsteres e papéis de parede, entre outros itens ligados à franquia.

Site:
www.asreliquiasdamorte.com.br

Tradutor de Ofidioglossia:
http://parseltonguetranslator.warnerbros.com/br

Canto dos Trouxas
http://www.mugglehub.com/?region=BR

Ficha técnica:
Harry Potter and the deathly hallows: Part two - “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2”, Aventura, em 2D, 3D e IMAX.
Direção: David Yates
Roteiro: Steve Kloves – que segundo fãs, seguiu ao pé da letra as passagens do livro.
Produtores: David Heyman e David Barron

Recordando
A apresentação ao mundo mágico de mister Harry Potter foi em "A Pedra Filosofal", depois em "A Câmara Secreta". Descobriu que tinha um parente vivo em "O Prisioneiro de Azkaban". Aí participou de um campeonato e presenciou a volta de seu arqui-inimigo em "O Cálice de Fogo". Continuou sua saga em "A Ordem da Fênix" e em "O Enigma do Príncipe" (onde tomou conhecimento sobre as horcruxes). Agora, fim da década. Fim da jornada heróica?