sábado, 28 de abril de 2012

Quem é ele? Esse tal de Let´s Rock!


Até o dia 27 de maio, os amantes, simpatizante ou apenas curiosos terão a oportunidade de entrar em contato com fatos históricos, fotografias, instrumentos e muito som, luz e projeções sobre o gênero musical rock´n roll.


Tudo isso faz parte da exposição “Let´s Rock”, em cartaz na Oca, parque do Ibirapuera. Em pouco mais de 10 mil m², o público tem a liberdade para circular por vários movimentos do estilo musical, seja por meio de “túneis acústicos”, painéis, projeções ou instrumentos, recheados de música.

O passeio é leve, pois há pouco conteúdo escrito. Os organizadores priorizaram os sentidos visuais e auditivo. Lá, você vai ver diversas fotos e ter a oportunidade de ouvir trechos de muitas canções.

A distribuição do acervo faz uma uma extensa linha cronológica, dividida por bandas, de acordo com associações musicais e sons semelhantes. Como resultado, a oportunidade de saborear estilos em décadas diferentes.

Registros históricos
O grande destaque da Let’s Rock é a presença de 75 fotografias do lendário Bob Gruen. Ele era, simplesmente, amigo de John Lennon – e seu fotógrafo pessoal. Há cinco anos, Gruen teve seu arquivo fotográfico exposto na Faap,em São Paulo.

O fotógrafo é do tempo em que jornalistas e músicos tinham uma relação mais próxima, sem a presença de assessores e agentes para intermediá-los (ou bloquear as relações).

Os fotógrafos brasileiros, Marcelo Rossi e Otavio Sousa, juntos, completam a coleção composta por 200 imagens de artistas nacionais e de mega-shows que passaram pelo Brasil.

São quatro pisos de rock. No térreo, logo na entrada, o visitante é convidado a seguir uma pequena linha do tempo do rock. No subsolo, há fotografias e os contêineres musicais. O primeiro andar é dedicado a objetos pessoais de músicos brasileiros e estrangeiros, como cartazes, roupas e instrumentos.

Já no segundo andar, uma surpresa: por meio de uma projeção em 180º, é possível viver a experiência de estar no meio de uma multidão de shows que vão de Beatles a Libertines. Você coloca um fone de ouvido, deita-se em um puff e boa “viagem”.

Serviço:
Let’s Rock – A Exposição.
Oca. Parque do Ibirapuera.
Av. Pedro Álvares Cabral, S/N, portão 3, Moema. Tel.: 4003-1212.
R$ 10 (meia-entrada) e R$ 20 (inteira).
Até 27/5, das 10h às 22h.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Sesc Pinheiros apresenta o “Solos de Duos”

Estreia hoje, 17 de abril, e vai até 09 de maio, o espetáculo “Solos de Duos”. O evento é grátis e será exibido na Sala de Leitura do Sesc Pinheiros.

Segundo a assessoria de imprensa do grupo “Silenciosas+GT’aime”, criador da apresentação, trata-se de um trabalho com depoimentos pessoais sobre relacionamentos amorosos nos dias de hoje.

São cinco intérpretes-criadores que usam a abstração da dança para contar histórias pertinentes a eles. A intenção é discutir a dificuldade de se relacionar, em uma época em que não há mais padrões a serem seguidos.

“Solos de Duos” foi desenvolvido para ser apresentado em locais alternativos, como ambientes públicos - abertos ou não -, que estejam situados ou ligados a espaços culturais diversos.

A flexibilidade do jogo cênico e expressão corporal permitem que seus intérpretes utilizem desde salas multiuso, de exposição e corredores até pátios, jardins, vãos e bibliotecas, entre outros. O conceito engloba a proposta de adaptação do espetáculo ao ambiente que serve como palco.

“Solos e Duos” explora a dança artesanal, visando a interação com a plateia. Para isso, conta com as experiências e pesquisas, baseadas em experimentações com a dança, jogos e estado cênicos, misturando técnicas de teatro e artes marciais.

Serviço:“Solos de Duos”, Grátis, 40 min., livre.
Sesc Pinheiros – Sala de Leitura (50 lugares)
Rua Paes Leme, 195 - Tel. 3095-9400
Informações da bilheteria: Terça à sexta, das 10h às 21h30. Sábados, das 10h às 21h. Domingos e feriados, das 10h às 18h30.
www.sescsp.org.br/pinheiros
Terças e Quartas, às 20h30
Somente 7 apresentações
Abril: 17, 18, 24 e 25
Maio: 02, 08 e 09 (exceto dia 1º)

Ficha Técnica:
Direção e Concepção: Diogo Granato
Intérpretes-criadores: Ana Noronha, Carolina Brandão, Flavio Falcone, Michelle Farias e Nathalia Catharina
Iluminador-Intérprete: Marcelo Esteves
Produção: Cau Fonseca
Assistente de Produção: Guilherme Funari

sexta-feira, 13 de abril de 2012

"Um Método Perigoso" tem bom roteiro


Quem tem inclinação pela área de psicologia pode gostar do filme “Um Método Perigoso”, em cartaz desde o mês passado, no Brasil. A história é baseada no livro “A Most Dangerous Method”, de John Kerr. Antes das telonas, a trama foi adaptada para o teatro, com o título “The Talking Cure”.

No cinema a literatura foi roteirizada pelo premiado escritor Christopher Hampton, vencedor do Oscar de Melhor Roteiro por “Ligações Perigosas”.

Acompanhado de uma bela fotografia e elegante figurino, o roteiro bem articulado foca três aspectos da vida pessoal do famoso e clássico psicanalista Carl Gustav Jung (Michael Fassbender).

A narrativa começa retratando a distância afetiva de Jung, em relação à esposa Emma (Sarah Gadon), em paralelo com o conflito interno causado pela repressão de seus desejos por sua paciente Sabina Spielrein - interpretada com grande força dramática pela atriz Keira Knightley - e sua insatisfação sobre o comportamento rígido de Sigmund Freud (Vigo Mortensen).


Portanto, não entre na sala escura pensando que terá uma aula sobre as teorias célebres de Jung, como o Inconsciente Coletivo, Interpretações de Sonhos, Símbolos, Libido como energia psíquica etc. Muito menos, esperando calorosas discussões entre os dois maiores psicanalistas do século XX, Freud e Jung.

Porém, o filme louva o que propõe. Trata com assertividade a perturbação mental de Jung, deflagrada entre o desejo sexual por Sabina e seus valores e princípios morais pertinentes ao adultério, impostos pela sociedade. Coloca em evidência discordâncias de certas teorias e conceitos do irredutível Freud, a passividade da esposa diante do romance com Sabina e a insegurança e vaidade de Freud.

É libertador, de certa forma, entrar em contato com as angústias, inseguranças e medo dos grandes mestres da psicanálise com questões que assolam até hoje mentes de homens e mulheres mais simples. E isso o filme abarca bem, embora sem tanta profundidade.


O período retratado diz respeito a sete anos, iniciados em 1904, quando Sabina chega à Clínica Burgholzli, onde Jung trabalhava. Ele decide tratá-la com um dos métodos da psicanálise freudiana, dialogando com a paciente.

Escutando suas memórias infantis e indagando sobre a participação de seu pai em sua vida, Jung obtém resultados evolutivos e o romance entre os dois desenvolvem na mesma proporção. Esse seria o método perigoso, que dá o título ao filme.

Com isso, surge a paixão entre eles e o famoso debate sobre o envolvimento entre terapeuta e paciente. Dois anos depois, Jung procura Freud. A troca é enriquecedora para ambos e, com o tempo, turbulenta. A amizade é rompida devido, principalmente, às ideias “alternativas” de Jung e suas discordâncias de conceitos freudianos já consagrados. Nada profundo.

O drama, no entanto, é envolvente e em certos momentos intrigante, desperta interesse pela história, mas não supre todas as curiosidades. Apesar de estático, tem uma dinâmica coerente, com reviravoltas previsíveis.

Sobre Sabina
Sabina Spielrein era russa. Judia, nasceu em 1885 e morreu em 1942, assassinada por soldados nazistas, juntamente com suas duas filhas. Seu convivio com Jung foi a ponte para tornar-se uma das primeiras psicanalistas do mundo. Ela influenciou diversos aspectos do trabalho de Jung, destancando-se como uma excelente pesquisadora.

Ficha Técnica
“Um Método Perigoso”, 99 minutos, 2011, EUA, drama, colorido, 14 anos
Diretor: David Cronenberg
Elenco: Michael Fassbender, Viggo Mortensen, Keira Knightley, Vincent Cassel, Sarah Gadon, Michael Fassbender
Produção: Martin Katz, Marco Mehlitz
Roteiro: Christopher Hampton
Fotografia: Peter Suschitzky
Trilha Sonora: Howard Shore

Família Addams garante diversão

Escrito em 05/04/2012

Para quem gosta de musical, São Paulo está em um momento diverso desse gênero. Entre eles: “Hair”, “Priscilla, Rainha do Deserto”, “Tim Maia-Vale Tudo, o Musical”, “A Família Addams” e “Um Violinista no Telhado”.


Esse final de semana prolongado, 06, 07 e 08 de abril, é uma boa oportunidade para ver um deles, entre outras programações culturais exibidas na cidade.

Hoje falarei do musical “A Família Addams”. O evento estreou no dia 02 de março e permanece em cartaz no Teatro Abril.

É, de fato, uma superprodução, adaptada de um espetáculo da Broadway, e a sua primeira montagem fora dos Estados Unidos. Vale a pena pelo figurino, cenários, montagem cenográfica (é rápida e muito precisa), iluminação e efeitos especiais.

E, se você, tem apreço por essa família, não vai se arrepender, já que os trejeitos, crenças e interpretações dos atores brasileiros estão próximas dos apresentados nos formatos quadrinhos, séries de TV e filmes.


Marisa Orth interpreta Morticia e Daniel Boaventura é o Gomez Addams. Os destaques são Gustavo Daneluz, na pele de Feioso, que exibe excelente voz, segurança e desenvoltura no palco e Claudio Galvan, com carisma, voz e graça interpreta Fester. Eles vivem os personagens sem caricaturas, nada apelativos, assim como Rogério Guedes, o Tropeço. São os mais parecidos com os personagens originais.

O vetor da trama é o fato de a filha de Morticia e Gomez, Wandinha (Laura Lobo) ter se transformado em uma jovem mulher e se apaixonado pelo doce e inteligente Lucas (Beto Sargentelli), oriundo de uma família “normal”. A partir daí, o enredo vai sendo desenvolvido, acompanhado de coreografia, balé e música, executada pela orquestra, ao vivo, que fica no fosso, abaixo do palco.


O elenco ainda conta com Iná de Carvalho como Vovó Addams, Nicholas Torres também como Feioso, alternante, Paula Capovilla (Alice) e Wellington Nogueira, o Mal. Os dois últimos são pais de Lucas.

O macabro e divertido clã surgiu nos quadrinhos, na década de 1930. Antes de chegar ao teatro, já estrelou em programas de TV e no cinema.

O musical “A Família Addams” é inspirado nas criações do cartunista americano Charles Addams (1912 – 1988). Em 1933, quando tinha apenas 21 anos, sua obra foi publicada na “The New Yorker”. Ao longo de quase seis décadas, ele tornou-se um dos colaboradores mais queridos da revista.

Mais de 15 livros de seus desenhos foram publicados em todo o mundo, incluindo a nova coleção “The Addams Family: An Evilution”, a primeira história completa de “A Família Addams”, incluindo mais de 200 cartoons, dos quais muitos inéditos.

Serviço
“A Família Addams”
Teatro Abril
Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 411
De R$ 70 a R$ 250.
De quinta e sexta, às 21h. Sábado, às 17h e 21h. Domingo, às 16h e 20h.
Os ingressos estão à venda no teatro, de segunda a sábado, das 12h às 20h, e aos domingos, das 14h às 20h.
Vendas pelo telefone (11) 4003-5588 ou neste link https://premier.ticketsforfun.com.br/default.aspx

segunda-feira, 12 de março de 2012

Branco e preto, mudo e francês, “O Artista”, é o grande vencedor do Oscar 2012

Texto escrito em 27 de fevereiro de 2012

Foi domingo, dia 26 de fevereiro, a festa de premiação da 84ª edição do Oscar. Sem surpresas, os dois filmes mais badalados da noite foram “O Artista”, que teve 10 indicações e ficou com cinco estatuetas e “A Invenção de Hugo Cabret”, que foi indicado para 11 categorias e também ficou com cinco.

Porém, “O Artista” quebrou barreiras, por ser um filme francês e levar as três categorias mais importantes: Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator. Também foi premiado exibindo a Melhor Trilha Sonora e o Melhor Figurino. ´

Além disso, o filme é em branco e preto e mudo, características desvalorizadas na Hollywood do ano de 1927 em diante.

Já “A Invenção de Hugo Cabret”, de Martin Scorsese venceu as indicações nas categorias de Melhor Som, Edição de Som, Efeitos Visuais, Direção de Arte e Fotografia.


Quem já assistiu ao filme “A Dama de Ferro” deve ter notado a grande semelhança de Meryl Streep com o seu personagem Margaret Tatcher. Essa proeza levou o Oscar de Melhor Maquiagem.

A talentosa profissional ficou com a premiação de Melhor Atriz. Meryl Streep, 62 anos, tem agora sobre sua prateleira três estatuetas. Ela é recordista na sua categoria, colecionando 17 indicações ao Oscar.

A produção “Meia-Noite em Paris” foi consagrada como o Melhor Roteiro Original, muito bem merecida, porém mais uma vez Woody Allen menospreza a festa. Na ocasião, não houve representante para receber o prêmio.

Além de “O Artista” quebrar o paradigma da festa, o filme iraniano “A Separação” causou um rompimento mais profundo. Venceu a disputa de Melhor Filme Estrangeiro, ultrapassando o polonês “In Darkness”, que aborda o holocausto judeu na II Guerra Mundial. Esse tema é um dos preferidos da academia. Quem sabe ela está percebendo o quanto o assunto está esgotado.

O Irã, que continuamente tem passado por períodos de tensão com o Ocidente, perdeu um Oscar em 1998, quando “Filhos do Paraíso” foi derrotado para o italiano “A Vida é Bela”, de Roberto Benigni, que tratava do holocausto.

E mais uma vez o Brasil volta para casa de mãos vazias. Mesmo com apenas um adversário no item Canção Original, a música “Real in Rio”, parte da trilha-sonora da animação “Rio”, composta por Carlinhos Brown e Sergio Mendes, não conseguiu superar “Os Muppets – O Filme”. É mesmo difícil vencer uma canção de um longa-metragem da Walt Disney Pictures. Quem se iludiu?

Bem, agora veja a lista completa dos vencedores do Oscar 2012:

Confira a lista dos premiados:

Melhor Filme
O Artista

Melhor Atriz
Meryl Streep, por A Dama de Ferro

Melhor Ator
Jean Dujardin, por O Artista

Melhor Atriz Coadjuvante
Octavia Spencer, por Histórias Cruzadas

Ator Coadjuvante
Christopher Plummer, por Toda Forma de Amor

Melhor Diretor
Michel Hazanavicius, por O Artista

Melhor Edição
Millenium - Os Homens que não Amavam as Mulheres

Melhor Documentário
Undefeated

Melhor Documentário em Curta-Metragem
Saving Face

Melhor Animação
Rango

Melhor Trilha Sonora
O Artista

Melhor Canção Original
Man or Muppet, de Os Muppets (Bret McKenzie)

Melhor Roteiro Original
Meia-noite em Paris

Melhor Roteiro Adaptado
Os Descendentes

Melhor Som
A Invenção de Hugo Cabret

Melhor Edição de Som
A Invenção de Hugo Cabret

Melhores Efeitos Visuais
A Invenção de Hugo Cabret

Melhor Curta-Metragem de Animação
The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

Melhor Curta-Metragem
The Shore

Melhor Filme Estrangeiro
A Separação

Melhor Maquiagem
A Dama de Ferro

Melhor Figurino
O Artista

Melhor Direção de Arte
A Invenção de Hugo Cabret

Melhor Fotografia
A Invenção de Hugo Cabret

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

“O Estrangeiro” é mais um absurdo de Camus


A peça “O Estrangeiro”, adaptação homônima, de Morten Kirkskov, de um dos mais famosos romances do século XX, escrito pelo francês Albert Camus, está em cartaz no teatro Cacilda Becker, a preço popular.

Nela, o ator Guilherme Leme interpreta Meursault, o personagem principal de “O Estrangeiro”. Ele é dono de uma vida banal, sem muitas novidades ou grandes emoções. Um sujeito pacato que recebe a notícia sobre a morte de sua mãe e a partir disso é protagonista de situações absurdas.

Sem a menor razão ou explicação, ele comete um crime. Mata um árabe, é preso e condenado à morte. Os acontecimentos são gratuitos, sem sentido, desde o seu namoro com uma moça até o cárcere.


A peça conta a história de um homem, sem rédeas nas mãos, arrastado pela correnteza da vida, pronta a atrair dramas pessoais, angústias e cólera de certo “alguém”, incapaz de dirigir a sua própria história.

O ponto central da obra de Camus, prêmio Nobel de 1957, é debater o “absurdo”. Camus contrapõe os desejos de liberdade e a condição aprisionada do homem diante de ritos, dogmas e comportamentos sociais. Ele também sugere em “O Estrangeiro”, refletir sobre o pseudo-controle do homem sobre a vida.

Para Meursault, que não encontra explicação, nem consolo para o que lhe acontece, a trajetória da vida humana também discorre a revelia. O texto questiona a fé, a religião e ideologia, já que Meursault não tem onde se amparar, diante dos trágicos fatos.


Leme interpreta muito bem o protagonista e, sozinho no palco, leva a plateia a explorar sua imaginação. Sem dúvida, o ator conta bem a história desse homem que é livre, que pode fazer de si o que bem intenciona, mas, ao mesmo tempo, está aprisionado em seu próprio abismo.

Essa literatura ganha vida no teatro, pela primeira vez. Tudo começou, há cinco anos, na Dinamarca, onde Guilherme Leme e Vera Holtz foram passar o Natal. Lá, conheceram o texto do amigo dinamarquês Morten. “Ele já tinha montado a peça e deu a sua adaptação para eu ler. Eu já gostava do livro e fiquei encantado com a possibilidade de levar “O Estrangeiro” aos palcos”, conta Guilherme.

O processo levou dois anos para sua maturação, com leituras dramatizadas para amigos e público. “É como se eu tivesse feito alguns workshops pelo Brasil até chegar ao ponto certo. Como uma fruta que amadurece... Então, chamei a Vera para me ajudar na direção, já que ela estava presente desde o início da história”, explica ele.


“Aceitei dirigir o Guilherme, porque somos amigos há 20 anos e existe uma cumplicidade muito grande entre nós. Já trabalhamos juntos na televisão e no palco, mas agora posso exercer um outro olhar; ver o Guilherme de fora”, revela Vera.

Segundo a Assessoria de Imprensa Morente Forte, em meados de 2012, o espetáculo viaja pela Europa, para temporadas em Lisboa e Paris, além de participar do festival de Edimburgo na Escócia.

Ficha Técnica:
Texto: Albert Camus
Adaptação: Morten Kirkskov
Tradução: Liane Lazoski
Direção: Vera Holtz e Guilherme Leme
Interpretação: Guilherme Leme
Iluminação: Maneco Quinderé
Cenografia: Aurora Dos Campos
Trilha e Música Incidental: Marcelo H
Produção: Galharufa Produções

Serviço:
O Estrangeiro, 60 minutos, 14 anos.
Teatro Cacilda Becker (195 lugares)
Rua Tito, 295 - Lapa
Informações: 3864.4513
Bilheteria: de terça a domingo, das 14h às 20h.
Aceita todos os cartões de crédito e débito.
Vendas: 4003.1212 e www.ingressosrápido.com.br
Sexta e Sábado, às 21h – Domingo, às 19h
Ingressos: R$ 20

Curta Temporada: de 10 de fevereiro a 04 de março

“Drive” estreia dia 02 de março

Se você gosta de filmes contendo ação, violência, carros, perseguição e um romance nada meloso, assista ao filme “Drive”. A produção já foi exibida durante o Festival do Rio, em 6 de outubro passado, porém sua estreia brasileira, no circuito comercial, está prevista para o dia 02 de março.

A película é a nona direção do dinamarquês Nicolas Winding Refn e a primeira norte-americana. Entre as outras do diretor estão Medo X (2003), Bronson (2008) e a trilogia Pusher (1996, 2004 e 2005). Mas, foi com “Drive”, que Refn recebeu o prêmio de Melhor Diretor em Cannes 2011, o que lhe deu mais visibilidade.

A história não é das mais originais. Passa-se em Los Angeles (EUA) e retrata a vida de um mecânico de carros, que nas horas vagas ganha dinheiro como dublê de motoristas em filmes, graças a sua grande habilidade e ousadia atrás do volante.

Aproveitando o talento nas pistas, o personagem, sem nome, vivido por Ryan Gosling, também presta serviços como motorista, para criminosos. Portanto, sua vida se divide em participações anônimas em filmes, consertos em automóveis e evasões velozes, ligadas ao crime. Esse homem, aparentemente frio, começa a revelar suas emoções quando conhece Irene.

Enquanto o marido está na cadeia, Irene e o filho criam fortes laços afetivos pelo motorista. A relação entre ele e o menino, rapidamente, se iguala a de pai e filho. Já com a mulher, interpretada por Carey Mulligan (“Orgulho e Preconceito” e “Educação”), a paixão é contida, suprimida externamente, mas latente, tanto dentro dele quanto dela.

Está aí, em minha opinião, a qualidade da história. A partir do amor que ele nutre por ela, acontece uma descoberta de sentimentos nobres e incondicionais, contrapondo ao seu comportamento violento. A atração afetiva desperta nele uma razão para viver e uma felicidade, que parece não sido experimentada até então.

A distinção de “Drive” para os previsíveis e cansativos mainstreams hollywoodianos, envolvendo romance, violência, carros e crimes está, justamente, nessa intenção de aprofundar os conflitos psicológicos do personagem, assim como o de explorar o maniqueísmo que comungam, conflituosamente, dentro do ser humano.

A abordagem do universo da sexualidade masculina é um destaque, já que o homem (do senso comum) preza por envolvimentos concretos. Em “Drive”, a relação é sublimada. Ele mata, rouba, coloca sua vida em risco, sem nada em troca. Apenas para proteger a amada.

Em “Drive”, o protagonista é lacônico, silencioso, pouco expressivo. Ama com a mesma intensidade que odeia. Um escorpião, estampado em sua única e emblemática jaqueta, sugere um clima mais intrigante ao personagem.

O aracnídeo tem sua origem remontada há mais de 400 milhões de anos, sobrevivendo a todos os grandes cataclismos que destruíram milhares de espécies vivas, entre outras características bastante associadas ao personagem.

O filme tem uma pitada de GTA (Grand Theft Auto) e parece pertencer aos anos 70 e 80. O cenário, o figurino, direção e, principalmente, a trilha sonora pop-eletrônica, de Cliff Martinez, colaboram imensamente com essa impressão.

O ator canadense Ryan Gosling, 31, está ótimo no papel, mas lembra muito personagens construídos por Clint Eastwood. O belo moço é conhecido por suas boas atuações em “Half Nelson” (2006), “Namorados para sempre” (2010) e “A garota Ideal” (2007).

Há também outros bons atores como Bryan Cranston, Ron Perlman e Albert Brooks. Já a presença de Christina Hendricks (seriado “Mad Men”) deixa a desejar. A moça não tem nada de femme fatale, como sugerido. Não apimenta, nem enriquece o enredo. O roteiro é de Hossein Amini (Honra e Coragem), baseado no livro “Drive”, de James Sallis, lançado em 2005.

Cena preferida
O motorista carregando no colo o garoto tomado pelo sono.
Curiosidades
A brasileira Lovefoxx do CSS canta a música “Nightcall”, com Kavinsky.
Cliff Martinez é o compositor favorito de Steven Soderbergh.
A trilha de “Drive” lembra as canções do filme “Contágio”.
Uma norte-america está processando a produção por, segundo ela, induzir em seus comerciais que a película seria mais um genérico do tipo “Velozes e Furiosos”, e não o é.

Trailer do filme
http://www.youtube.com/watch?v=lj95nnGmEdU&noredirect=1


Ficha técnica
“Drive”, 2011, EUA, Ação, 100 minutos.
Direção: Nicolas Winding Refn
Atores: Ryan Gosling, Carey Mulligan, Bryan Cranston, Albert Brooks.
Roteiro: Hossein Amini
Produção: Michael Litvak, John Palermo, Marc Platt, Gigi Pritzker e Adam Siegel
Música: Cliff Martinez
Fotografia: Newton Thomas Sigel
Direção de arte: Christopher Tandon
Figurino: Erin Benach
Edição: Matthew Newman
Efeitos especiais: Wildifire Visual Effects
Site oficial: http://www.drive-movie.com
Estúdio: Bold Films/ Odd Lot Entertainment/ Marc Platt Productions/ Seed Productions
Distribuidora: Imagem