sexta-feira, 8 de outubro de 2010

BIBI FERREIRA comemora seus 70 anos de carreira

Aos 88 anos, cheia de alegria, entusiasmo e dona de uma voz de fazer inveja, a grande artista Bibi Ferreira estará dia 13 de outubro, no Teatro Bradesco, apresentando o seu mais recente show “De Pixinguinha a Noel, passando por Gardel”.

Será uma única apresentação em São Paulo. Portanto, é uma das poucas chances para prestigiar e se deleitar com esse ícone da nossa cultura!

Este é o show que conquistou os argentinos, em Buenos Aires, no início do ano, e agora será a vez de São Paulo e Rio de Janeiro, mais precisamente no Canecão, nos dias 15 e 16 outubro.

O espetáculo abre as comemorações de seus 70 anos de carreira e conta com dois atos. O primeiro apresenta um apanhado da sua carreira, com grandes referências nacionais. O outro traz grandes momentos como o solo do grande pianista Diego Schissi e a orquestra El Arranque, a mais importante de tango da Argentina.

Segundo a sua assessoria, na primeira, parte o público ouvirá as mais belas canções brasileiras que Bibi cantou nos seus últimos espetáculos, tendo no repertório Antonio Carlos Jobim, Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Orestes Barbosa, Maysa, Dolores Duran.

Ela também interpretará três fados, lembrando sua homenagem à Amália Rodrigues e incluirá três canções de Piaf, referência a um dos seus maiores sucessos. Ainda, haverá um mini bloco em homenagem ao centenário de Noel Rosa, com três dos seus maiores sucessos, uma das novidades do show.

O solo do famoso pianista Diego Schissi também promete. Ele é o arranjador do CD Tango e Bibi cantará dois tangos acompanhada por ele: “Milonga Triste” e “Yo Soy El Tango”. Em seguida, entrará em cena a orquestra EL Arranque, considerada uma das mais importantes orquestras de tango da Argentina.

Com esses músicos, Bibi vai cantar três tangos: “Debajo”, “Questa Abajo” “Esta Noche me Emborracho”. O que você acha? Imperdível?

Como foi...

A ideia de Bibi apresentar-se em Buenos Aires, no Teatro Margarita Xirgu, localizado no charmoso bairro de San Telmo, surgiu após o lançamento do CD Tango (Biscoito Fino, 2006), ganhador do prêmio TIM de melhor disco de língua estrangeira.

O projeto foi se desenvolvendo enquanto Bibi atuava na peça “Às Favas com os Escrúpulos”, mas – devido ao grande sucesso da comédia, com mais de 350 mil espectadores e quase três anos em cartaz – a data para a estreia do show era sempre adiada.

A peça encerrou temporada em 2009. Porém, Bibi adiou a sua ida a Buenos Aires, em função do ano da França no Brasil. O acontecimento gerou uma grande turnê do espetáculo “Bibi Canta e Conta Piaf”, somando mais de 70 shows em todo o País, de julho de 2009 a fevereiro de 2010.

Agora depois do sucesso que fez em Buenos Aires, São Paulo e Rio são os premiados e talvez quem sabe ela volta o ano vem!


Serviço:
Bibi Ferreira em Pixinguinha a Noel, passando por Gardel
Teatro Bradesco (1457 lugares)
Bourbon Shopping, 3° Piso - Pompéia. Tel.: 3670.4141
Rua Turiassú, 2100
Bilheteria: Domingo a Quinta das 12h às 20h, Sexta e Sábado das 12h às 22h. Aceita cartões de crédito e débito. Não aceita cheque.
Vendas - Ingresso Rápido: 4003-1212 / http://www.ingressorapido.com.br/

Dia 13 de outubro, quarta-feira, às 21h.

Ingressos: de R$ 20 a R$ 120.

Classificação etária: 10 anos
Duração: 80 minutos

Filme "Juntos Pelo Acaso" tem sessão exclusiva para as Mães

Se você é mamãe ou conhece alguma, anote: dia 14 de outubro, às 14h, no Cinemark Market Place, haverá uma sessão de cinema bem diferente. Trata-se da pré-estreia do filme “Juntos pelo Acaso” (Life as We Know It), exclusiva para as mães do CineMaterna.

Holly Berenson (Katherine Heigl) e Eric Messer (Jose Duhamel), que após passarem por um primeiro encontro desastroso, a única coisa que compartilham é a antipatia que têm um pelo outro e o amor pela afilhada, Sophie. Quando, de repente, se tornam a única família de Sophie, Holly e Messer vêem-se obrigados a colocar suas diferenças de lado. Tentando equilibrar suas ambições profissionais e eventos sociais concorrentes, eles terão que encontrar sentimentos em comum para conseguir viver sob o mesmo teto.

O filme conta a história de Holly Berenson (Katherine Heigl), uma banqueteira de sucesso e Eric Messer (Josh Duhamel), um promissor coordenador de esportes, os quais após um primeiro encontro desastroso, a única coisa que passaram a compartilhar é uma forte antipatia recíproca.

Porém, ambos são padrinhos de Sophie, que de repente, se vê sozinha no mundo. Diante desse fato, Holly e Messer resolvem cuidar juntos da criança, ao mesmo tempo em que exercitam a difícil tarefa de colocar suas diferenças de lado, em prol do bem-estar do bebê. O resto você já imagina! Eles viverão uma história de amor.

A estreia nacional dessa comédia romântica está prevista para 15 de outubro.

CineMaterna

O CineMaterna oferece sessões de cinema para mães e bebês até 18 meses. O objetivo é trazer as mães de volta ao convívio social e cultural durante o pós-parto. As sessões são um espetáculo à parte com bebês no colo, sendo amamentados, no chão, engatinhando ou ensaiando os primeiros passos. Enquanto isso, mães, pais e acompanhantes assistem a um filme voltado ao público adulto, do circuito comercial de cinema, mas com salas adaptadas.

A Associação CineMaterna é pioneira em sessões de cinema para mães acompanhadas por seus bebês. Como associação, a CineMaterna estabelece parcerias com as redes para garantir os cuidados necessários para as sessões: escolha dos filmes pelas mães através do site, ar-condicionado mais suave, som mais baixo, luzes ligeiramente acesas, trocadores dentro da sala e tapete de atividades para os bebês que engatinham.

Saiba mais: http://www.cinematerna.org.br/web/FilmesCartaz.aspx

Ficha Técnica

"Juntos Pelo Acaso" (Life as We Know It), EUA, Comédia, 2010, 115 minutos, 14 anos
Elenco: Katherine Heigl, Josh Duhamel , Christina Hendricks, Josh Lucas, Jean Smart
Direção: Greg Berlanti
Estúdio/Distrib.: Warner Bros.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Dançando com "Emoções Baratas"

Emoções Baratas é uma delícia! O espetáculo valoriza variados ritmos de dança, com predominância de movimentos que lembram dança de salão. Porém, os bailarinos, que vão da formação clássica à moderna não limitam suas potencialidades.

É ver e admirar os talentosos artistas que compõem esse espetáculo cativante. Muita, técnica, precisão, graça e bom gosto que vai da música ao cenário; da coreografia aos bailarinos... Muita luz, cor e ousadia!

José Possi Neto, diretor do espetáculo, em cartaz no Estúdio EMME (antigo Bar Avenida) remontou o premiadíssimo espetáculo Emoções Baratas. O espetáculo show, criado por ele em 1988, ficou em cartaz por mais de dois anos e meio. Agora, volta à pista!

O espetáculo possui uma linguagem de teatro-dança e foi fruto de laboratórios de interpretação, em que músicos, bailarinos e cantoras constróem um teatro musical jazzístico.

Quem cuida do jazz, muito bem por sinal, é a banda Heartbreakers, a mesma que se apresentou na montagem anterior. Na época, o espetáculo revelou novos bailarinos e as cantoras Misty e Aldyel Silva. Agora, Possi Neto apresenta as cantoras Karin Hills (ex-Rouge) e Biba Chuqui.

Entre os bailarinos de destaque estão a simpatia e talento de Janaina Zuba, Lucimar Castro, Kauê Ribeiro, Leandro dos Anjos e Rafael Machado, além de Roberto Alencar, Simone Camargo, Ana Luisa Seelaender e Ivi Mesquita. A última pode ser vista todos os domingos sambando, “como ninguém”, no bar Vermont, no bairro do Itaim Bibi.

Emoções Baratas é ambientado em um cabaré, em um clube de jazz. Todos os bailarinos, à exceção do bailarino que interpreta o garçom, assim como os músicos, à exceção do baixista, começam misturados com o público, ainda no saguão de entrada.

Na pista de dança, cadeiras de madeira, típicas de cabaré, estão amontoadas. Um único foco de luz, branco e forte, banha o contrabaixo de madeira e o baixista, que executa o solo jazzístico – “Things ain't what they used to be”. (1942).

O “garçom-bailarino” desconstrói a “montanha” de cadeiras, com movimentos de sua dança contemporânea. Dançarinos espalham-se pela casa e aos poucos tomam seus lugares.

A orquestra explode com “Cotton club stomp” (1930). Os bailarinos saltam sobre as mesas, dançam sobre elas, invadem o palco-pista de danças. Entre as canções apresentadas estão: “Satin doll” (1927), “Stomp look and listen” (1947) e “It don't mean a thing” (1929).

Outro ponto alto do espetáculo permite aos bailarinos escolherem espectadores (as) para dançar com eles, em mais um momento de interação e entretenimento para o público.

Serviço:
Estúdio EMME (antigo Avenida Club), 250 lugares, 75 min., 12 anos
Av. Pedroso de Morais, 1.036 - Pinheiros, (11) 2626-5835
Quinta, às 21h, sexta, às 21h30, sábado, às 21h, domingo, às 19h Quinta e Domingo: Camarote R$ 70 e Mesa R$ 50 Sexta e Sábado: Camarote R$ 80 e Mesa R$ 60

Bilheteria: terça e quarta, 15h às 20h. De quinta a domingo das 15h até o início do espetáculo.
Aceita dinheiro e os cartões de débito Redeshop e VisaElectron.
Vendas: http://www.compreingressos.com/. Tel.: 2626-5835 (Das 9h às 21h. Todos CC).
Estacionamento Vallet – R$ 15 (Convênio com Park Vênus, rua Cardeal Arcoverde, 2.898)

De 30 de julho a 31 de outubro

Ficha Técnica:
Roteiro e Direção: José Possi Neto
Direção Musical: Guga Stroeter
Coreógrafo: José Possi Neto
Cenário: Jean Pierre Tortil
Figurinos: Fabio Namatame
Design de Luz: Wagner Freire

Bailarinos: Ana Luisa Seelaender, Ivi Mesquita, Janaina Zuba, Kauê Ribeiro, Leandro dos Anjos, Lucimar Castro, Rafael Machado, Roberto Alencar e Simone Camargo.
Cantoras: Bibba Chuqui e Karin Hils

Banda Heartbrakers
Vibrafone: Guga StroeterBateria: Luis Andre GiganteContra Baixo: Gustavo BoniTrumpete: Gê RibeiroSax Barítono: Anderson QuevedoPiano: Pepe CisnerosSax Alto: Ivan de AndradeSax Tenor: Jorge CiriloTrombone e Guitarra: Emiliano Sampaio

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Lançamentos dos filmes "A Ressaca" e "Epidemia"

Para quem gosta de comédia, anote: dia 10 de setembro estreia “A Ressaca”. O filme apresenta um grupo de melhores amigos entediados com a vida adulta: Adam (John Cusack) foi abandonado pela namorada, Lou (Rob Corddry) é um rapaz que adorava festas, a esposa de Nick (Craig Robinson) controla cada movimento do marido e Jacob (Clark Duke) não sai de casa, por ser um viciado em videogame.

Após tomar um porre em um ofurô de uma estação de esqui, eles acordam com as cabeças explodindo. O ano é 1986. É a chance que eles têm de apagar o passado e mudar seus futuros - um vai encontrar um novo amor, outro vai aprender a se defender das mulheres, o terceiro descobrirá seu talismã e o quarto encontrará mais sentido em sua vida, assim como oportunidade para mudá-la!

Juntos, eles embarcam em uma aventura que resgata a moda, o comportamento e a tecnologia dos anos 80, contrapondo aos recursos tecnológicos dos quais dispomos hoje em dia.

Há cenas engraçadas, porém a película é repleta de humor clichê e bem descomprometido. Ou seja, muita gente pode achar um pouco chato. A história é simples, previsível, mas pode ser um bom "relaxante mental".

Epidemia já no cinema

Mas se você prefere algo mais parecido com um thriller, dia 20 de agosto, estreou a aterrorizante adaptação do clássico “O Exército do Extermínio”, de George A. Romero. A “Epidemia” (The Crazies) fala sobre uma misteriosa toxina no abastecimento de água que transforma em assassinos crueis todas as pessoas expostas a ela.

Em uma tentativa de conter a epidemia, o exército militar usa de forças fatais para interditar os acessos de entrada e saída da pequena cidade, abandonando os poucos cidadãos saudáveis na crescente desordem, enquanto assassinos atrozes se escondem nas sombras.

O xerife David Dutton (Timothy Olyphant, de Duro de Matar) sua mulher grávida, Judy (Radha Mitchell, de Terror em Silent Hill), Becca (Danielle Panabaker, de Sexta-Feira 13, assistente de uma clínica médica e Russell (Joe Anderson, de Across the Universe), o delegado e braço direito de Dutton, encontram-se presos na região, que não reconhecem mais.

Incapazes de confiar em seus vizinhos e amigos, abandonados pelas autoridades e aterrorizados pela ideia de serem infectados, eles são forçados a se unir em uma tenebrosa luta pela sobrevivência. Bom se você gosta de ver sangue e muitos disparos com arma de fogo...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

NOVELO teve uma reestreia calorosa e contagiante!

Para a alegria daqueles que gostam também de um teatro mais profundo e ao mesmo tempo sensível e leve, a peça Novelo continuará em cartaz na capital paulista. Ontem, a montagem reestreou no Teatro Augusta, depois de ter ficado em cartaz por três meses no Teatro Sérgio Cardoso.

Passam de uma sala de 144 lugares para outra de 328, a encenação promete continuar emocionando e estimulando deliciosas gargalhadas.

De lá para cá, a peça cresceu, está gigante! Os atores bem sincronizados, uma energia contagiante. Não tem como não sentir toda essa mudança. Se não fosse o mesmo texto, sem tirar nem colocar uma vírgula, eu diria: - É outra peça!

Não que as duas outras vezes que eu tinha visto foram ruins. Nada disso! Eu gostei de Novelo, desde a primeira vez que vi! É que agora, ela está ainda maior! A sensação é de entrar em contado, fazer uma conexão... A soma de todas as qualidades antes fragmentadas, parecem unidas, inteiras, uma coisa só! Então, mais uma vez eu recomendo: Novelo.

No palco os atores Alexandre Freitas, Fábio Cadôr, Elvis Shelton, Flavio Baiocchi e Flavio Barollo. A direção é de Zé Henrique de Paula (Side Man, As Troianas).

Em entrevista para o Blog Rê-Tê-Tê, Flavio Baiocchi concorda: “A peça está mais linda, também tenho a impressão de estar em uma outra peça, está mais vibrante ainda, impressionante. Estou amando esse trabalho. Acho que é essa capacidade humana de se apaixonar várias vezes pela mesma coisa e transformá-la sempre em melhor, sentir melhor, mesmo sendo a mesma”.

Ao final, Fábio Cadôr agradeceu a presença de todos e demonstrou mais uma vez essa sintonia perceptível dos cinco atores e a generosidade de cada um deles.

O diretor Zé Henrique de Paula estava presente, assim como o diretor teatral Vladimir Capella (O Meu Amigo Pintor, O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, O Caçador de Crepúsculos), os atores Ewerton de Castro, Mara Carvalho (que já dirigiu parte do elenco de Novelo em outras montagens), atores e bailarinos de Zorro, O Musical, a bailarina talentosa de Emoções Baratas, Zuba (Janaína) e muitos outros amigos e conhecidos que prestigiaram o evento com muita alegria.

“Adorei a peça, muito profunda, leve e com certeza é um verdadeiro Pathwork” (metodologia de autoconhecimento), disse Mariângela Cohen, terapeuta de florais.

“A peça toda é ótima. A parte que o Zeca descreve o carro jaguar é impagável, amei”, revelou Marco Bottini, coordenador de gestão de qualidade da Basf, empresa química e líder mundial no setor de tintas.

“A cada vez que tenho oportunidades como essas, percebo como gosto de teatro e como ele precisa fazer parte de nossas vidas. Saio muito feliz e muito privilegiado”, falou Renato Lantin, gerente comercial da Basf.

“É realmente muito boa, vou recomendar aos meus amigos. Gostei muito de ter vindo. Os atores e o texto são excelentes. Parabéns para eles”, falou ao Blog Retete, André Koronfli, administrador na área de Comércio Exterior.

“Nossa, eu adorei. Quando li pela primeira vez sobre a peça fiquei com muita vontade de assisti-la e realmente a minha intuição estava certa. Eu adorei essa oportunidade. Com certeza vou indicar para outros amigos”, contou Sérgio Moreira, empresário no ramo de tradução e interpretação de línguas estrangeiras.

Para ler mais sobre a peça clique aqui! http://etodoumretete.blogspot.com/2010/07/peca-novelo-e-mais-comovente-do-que.html

Serviço:
NOVELO (90 min., a partir de 12 anos, drama)
Quarta e quinta, às 21h - R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
Teatro Augusta - Sala Nobre (328 lugares) - Rua Augusta, 942 – Lado Centro – 3151-4141
Aceita cartão de crédito Mastercard, Dinners Club e Redeshop. Não aceita cheque.
Estacionamento ao lado – R$ 10.
Bilheteira, de quarta e quinta, das 14h às 21h; sexta, das 14h às 21h30; sábado das 15h às 19h.
Vendas por telefone: 4003-1212 e http://www.ingressorapido.com.br/
Acesse também http://www.onovelo.com.br/
De 18 de agosto a 16 de setembro

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O filme “A Origem” levanta questões sobre as profundezas do Eu

O diretor Christopher Nolan (Batman – O cavaleiro das trevas, Amnésia) estreou no Brasil, no dia 6 de agosto, o seu mais recente filme. Inception (“A Origem”, na versão brasileira) reúne ação, romance, aventura e muitos, mas muitos efeitos especiais. A intenção é deixar a plateia perplexa!

O argumento é simples para um roteiro cheio de acontecimentos e revira-voltas. Trata-se do desejo de o ser humano mergulhar nos arquivos mais secretos de um outro ser humano e influenciar suas escolhas.

Para contar essa história foi criado o protagonista Dom Cobb (Leonardo DiCaprio), um talentoso ladrão de sonhos. Ele rouba segredos valiosos das profundezas do subconsciente durante o sono - estimulado por drogas inseridas via venal -, estado mais vulnerável da mente.

A rara habilidade de Cobb o tornou um jogador hábil neste novo e escorregadio mundo da espionagem corporativa, porém também fez dele um fugitivo internacional, já que é acusado de ter assassinado a bela e misteriosa Mal, sua própria esposa (vivida por Marion Cotillard, vencedora do Oscar por Piaf – Um Hino ao Amor).

Nada muito diferente, quando concluímos a sinopse: ele terá de provar a inocência para recuperar a sua vida e seus filhos que estão vivendo do outro lado do planeta. Ele vai para Tóquio e as crianças estão nos Estados Unidos.

Então, um último trabalho poderá lhe devolver sua paz e as pessoas que ama. Isso, se vencer um grande desafio: Cobb e sua equipe de especialistas têm de, ao invés de roubar ideias e informações, terá plantá-las na mente de um herdeiro milionário.

Essa ficção científica, com alto orçamento sobre ladrões de sonhos, mostra como o ser humano usa tão pouco o seu poder de acessar seus segredos “enterrados” no subconsciente, simplesmente pelo medo de encarar a realidade ou a verdade sobre si mesmo.

No fundo traz um questionamento sobre a importância de se conhecer bem, aceitar seus limites, lidar com as frustrações... Com desejos que parecem inalcançáveis nos dias de hoje, como envelhecer ao lado do ser amado ou ter os filhos que sempre sonhou. Enfim... Até que ponto o ser humano está preparado para viver com inteireza e dentro de sua própria realidade?

É uma viagem às profundezas obscuras e perturbadoras do inconsciente, do próprio Eu. Se a leitura for essa, o filme pode ser fascinante. Se a intenção for ver efeitos especiais fabulosos e surreais, que lembram Matrix, ele também valerá a pena! Se for em busca de uma história complexa, você vai acertar!

O filme quer brincar! Muita coisa que parece ser não é. E o que é parece não ser. Nisso, ele cumpre a função de deixar o espectador em dúvida e com o olhar colado na telona. Perder uma fala pode ser o fim da brincadeira.

Mas essa possibilidade deixa de existir no momento em que Ariadne entra em cena. Muito bem interpretada por Ellenn Page (Juno), a personagem explica os acontecimentos. Se não fosse ela a história se perderia.

Essa viagem na mente humana por camadas que sobrepõem camadas do subconsciente não apela para imagens de neurotransmissores cerebrais ou órgãos humanos. Nisso, o filme ganha pontos.

Para explicar essas “inceptions”, traduzidas como inserções, ele faz alusões a cenas que lembram os videogames, em que, a cada etapa, as figuras duelam para vencer e passarem para os próximos desafios.

Nesse aspecto, Nolan foi bem-sucedido. Utilizou uma linguagem moderna para explicar a complexidade da mente humana, sem concretizar os jogos. Para isso, o roteiro coloca em evidência sentimentos como a ganância, a solidão, o medo, assim como a vulnerabilidade da mente humana, no fio que separa a sanidade da insanidade, a ilusão da realidade.

E aí surge uma pergunta: Como podemos controlar nosso subconsciente para mudar nossas vidas? O ideal é a mente consciente comandar o subconsciente, mas nem sempre isso acontece. O desafio, grosso modo, está em dar os comandos certos.

E autoconhecimento é isso: A cada revelação de nossa personalidade, acessamos camadas mais profundas do subconsciente, testando nossa autoconfiança, coragem para seguir a diante e fé!

Ficha Técnica:
"A origem" (Inception), ficção cienfífica, 148 min, 2010, Warner Bros.
Diretor/ Roteirista: Christopher Nolan

Elenco: Leonardo DiCaprio (Cobb), Marion Cotillard (Mal), Joseph Gordon-Levitt (Arthur), Ellen Page (Ariadne), Ken Watanabe (Saito), Cillian Murphy (Fischer), Tom Berenger (Browning), Michael Caine (Professor), Lukas Haas (Nash), Tohoru Masamune (Segurança), Tom Hardy (Eames).

Produtores: Christopher Nolan e Emma Thomas
Produtor Executivo: Chris Brigham e Thomas Tull
Diretor de Fotografia: Wally Pfister
Desenhista de Produção: Guy Hendrix Dyas
Música de Hans Zimmer
Figurinista: Jeffrey Kurland